Manual de Instruções

Ao comprarmos um eletrodoméstico, a primeira coisa a fazer, é verificar e ler um pequeno catálogo, que traz todas as orientações, sobre a forma ideal, para o bom uso daquele objeto.
Nele iremos aprender, o processo de instalação e utilização, a voltagem correta e o termo de garantia no final, no caso de defeitos de fabricação.
Quantas pessoas, que preferem pular esta etapa, por falta de tempo ou impaciência, e que na primeira vez, já danificam seu objeto recém-adquirido.
Nós seres humanos, somos simples e complexos, ao mesmo tempo. O ideal é que cada pessoa, também tivesse o seu manual, pois saberíamos decifrar suas atitudes e comportamentos.
O mau humor, a tristeza, a falta de humildade, são capítulos deste guia, que sem sombra de dúvida, seriam abordados. E ficaríamos muito felizes, se no final tivéssemos um termo de garantia, em caso de defeitos.
Como a vida seria mais fácil, se isto fosse real, mas não é. Pessoas no mundo todo, participam de uma constante competição, onde pisar uns nos outros, torna-se uma atitude “comum”.
Imagine você, uma pequena criança, recém nascida, saindo do hospital, e juntamente com o seu enxoval, um manual de instruções, com todas as suas características e aprendendo a utilizá-las, para um melhor aproveitamento.
Quando refleti sobre isto, tive a sensação, que o homem depende constantemente de buscar desculpas, para as suas atitudes erradas, mas que é totalmente impotente, quando pode olhar o seu próximo, como a si próprio, como Jesus nos orientou em suas escrituras sagradas.
A Bíblia é o nosso manual de instruções principal e através dela devemos escrever o guia da nossa vida.
“Quem é que quer flores depois de morto?“
(J. D. Salinger)
Será que nós, realmente estamos vivendo corretamente, ou apenas nos iludimos com correrias intermináveis, coisas supérfluas e passageiras, práticas repetitivas e em alguns casos até nocivas?
Uma quinta feira de reflexões a vocês leitores(as).
Emerson Pugsley
