Felizes Para Sempre…

Bom dia!
A felicidade não chega batendo na porta. Ela se infiltra pelos vãos mais estreitos:
pela risada que escapa sem permissão, pelo cheiro de café que acorda a casa antes do despertador, pela luz dourada que se deita no chão da sala às cinco e meia da tarde e faz tudo parecer, por alguns segundos, perdoável.
É um passarinho que pousa no varal sem saber que é poesia, é o silêncio que fica depois da música acabar e ainda ressoa dentro do peito.
Às vezes cabe inteira na palma da mão: uma semente de girassol, o peso leve de uma criança dormindo no ombro, o “cheguei” cansado mas inteiro de quem voltou pra casa.
Outras vezes é imensa, recheada de perguntas sem respostas ou apenas de respostas silenciadas pela solidão.
Felicidade não é ausência de dor. É a coragem quieta de sentir que, apesar de tudo, ainda vale a pena abrir a janela e deixar entrar mais um dia.
Aos leitores(as), doses de felicidade em meios as turbulências da presente vida.
Emerson Pugsley
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