20 de maio de 2026

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Despertando…


Por Emerson Pugsley Publicado 10/05/2026 às 05h00
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Bom dia vida!

Acordo antes do despertador, ainda no escuro suave do quarto. A primeira coisa que faço não é olhar o celular: é respirar fundo e dizer, quase sem voz: “Bom dia, Senhor. Obrigado por mais um dia”. É um gesto pequeno, mas sincero — como quem abre a porta para um amigo que chegou. Às vezes acrescento um pedido: “Me ajuda a ser um pouco melhor hoje”. Outras vezes só fico em silêncio, sentindo o coração bater, lembrando que cada batida é um presente Dele.

Enquanto o café passa, abro a janela e olho o céu. Mesmo que esteja cinza, eu agradeço. “Obrigado pela manhã que o Senhor fez.”

Na rua, antes de entrar no carro, faço uma rápida oração. Ninguém vê, mas eu sinto. É meu jeito de dizer: “Este dia eu entrego a Ti”. No caminho, quando o semáforo fecha, em vez de reclamar, uso os segundos para uma intercessão curta: “Protege quem está na rua hoje, especialmente quem não tem casa”. É amor ao próximo que vira amor a Deus.

No trabalho, entre uma tarefa e outra, tenho o costume de levantar os olhos por um instante e agradecer mentalmente. Agradeço pelo dom da inteligência, pela saúde que me permite trabalhar, pelo pão que chega na mesa.

No almoço, antes de comer, novamente agradeço. Não é para mostrar, é para lembrar: este alimento veio da terra que o Senhor sustentou, pelas mãos de quem plantou, colheu e cozinhou. “Pai, Gratidão”.

No fim do dia, volto para casa e rego as plantinhas do corredor e de dentro do apartamento. Enquanto a água cai, converso com Ele: “Obrigado pelas coisas pequenas que me sustentam”.

Antes de deitar, ainda faço uma oração. É como entregar o sono a Ele: “Cuida de mim e dos meus enquanto descanso. Amanhã é outro dia para Te amar melhor”.

São gestos invisíveis para o mundo, mas que tecem minha relação com Deus como um bordado lento. Não precisam de igreja lotada nem de grandes promessas. Basta a constância do coração voltado para cima: no acordar, no semáforo, no prato de comida, no cansaço, no quarto escuro.

Amar a Deus, assim, não é um evento. É uma rotina carinhosa, feita de olhares, sussurros, gratidão e confiança. E o mais bonito é que, quanto mais eu O amo nesses pequenos gestos, mais vivo o dia com leveza — como quem anda de mãos dadas com o Amigo mais fiel.

E amanhã, se Deus quiser, recomeço tudo. Com o mesmo café, a mesma árvore, o mesmo coração tentando ser um pouco mais Dele.

Aquele abraço,

Emerson Pugsley

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