Do sul ao norte: gabaritei as Américas no Alasca


Por Cícero Goytacaz
Fred Petla em vídeo gravado por câmera frontal de celular, com as montanhas do Alasca ao fundo da imagem, em dia de céu azul com nuvens brancas

Foto: Reprodução WhatsApp/Luiz Frederico Petla

Fred Petla em vídeo gravado por câmera frontal de celular, com as montanhas do Alasca ao fundo da imagem, em dia de céu azul com nuvens brancas
Foto: Reprodução WhatsApp/Luiz Frederico Petla

Fala, seres humanos do Diário dos Campos! Tudo beleza?

Estou aqui para fazer aquele nosso resumo semanal sobre o que anda acontecendo nesta viagem pelo Alasca. Depois do meu último contato, subi para Fairbanks e de lá segui rumo a Prudhoe Bay. Para quem não sabe, Prudhoe Bay é a última cidade do norte, o que significa que agora eu consegui gabaritar o trajeto de ponta a ponta: da última cidade do sul até a última do norte.

Esse caminho é conhecido por alguns como o “caminho dos fazedores de chuva”, e diz a lenda que quem passa por aqui consegue até fazer chover. Eu duvido muito disso, mas fiquei sabendo que a chuva está caindo firme aí em Ponta Grossa!

Leia também:

Motoquinha em seu limite

Mas preciso confessar que o trajeto entre Fairbanks e Prudhoe Bay foi uma verdadeira trabalheira. Logo na primeira tentativa, levei um tombo daqueles! O tombaço foi tão feio que quebrei a embreagem e detonei a moto. Para conseguir retornar até Fairbanks, o jeito foi apelar para a boa e velha gambiarra: amarrei a embreagem e ela continua assim até agora. E detalhe: vai ter que aguentar desse jeito para voltar aos Estados Unidos e cruzar o Canadá. Colei o que deu, pois não tinha outra alternativa.

Depois desse sufoco, voltei para a base em Fairbanks, arrumei o que foi possível na moto e, no dia seguinte, encarei uma nova tentativa. Dessa vez deu boa! Foram dois dias de viagem para ir de Fairbanks até Prudhoe Bay e mais dois dias para fazer o percurso de volta. Com essa rota devidamente gabaritada, agora é só alegria.

Seguiremos em frente… até onde der

Daqui para frente, o plano é descer novamente para o Canadá e tentar fazer a Rota 66 nos Estados Unidos. Digo “tentar” porque a moto já não está colaborando muito: várias peças e componentes estão chegando ao fim da vida útil ao mesmo tempo.

Vou seguir rodando para ver até onde a máquina me permite ir e, claro, continuo mantendo todos vocês informados.

Um abraço, meus garotos, e fiquem bem!

Sair da versão mobile