Se uma vence, todas vencemos
Por muitas gerações se escutava a frase que, infelizmente, ainda ecoa nos dias atuais: “Futebol não é coisa de mulher”. Quando criança, não questionamos; por isso muitos levam como verdade até hoje.
Há muito tempo as mulheres protagonizam histórias no esporte, mesmo que ainda tenham pouca visibilidade. Uma mulher que ocupa espaço no esporte, seja nas arquibancadas, na mídia e até mesmo dentro das quatro linhas, é motivo de orgulho para mulheres que lutam todos os dias para conquistar o seu lugar, entretanto, é também alvo de comentários machistas e discursos de ódio, principalmente nas redes sociais.
Apesar das barreiras, ser mulher é escrever a própria história, sem pedir permissão. Ser mulher é transformar cada batalha em superação, em uma trajetória marcada por desafios, mas também por coragem, evolução e conquistas que inspiram novas gerações.
Hoje, a história das mulheres no esporte ganha mais um capítulo. Renata Silveira, de 36 anos, torna-se a primeira mulher do Brasil a narrar um jogo do Mundial masculino in loco na televisão aberta, comandando a transmissão de Bélgica x Egito diretamente do Lumen Field, nos Estados Unidos, pela TV Globo.
Renata, nascida em 6 de novembro de 1989, no Rio de Janeiro, é uma jornalista, locutora esportiva e apresentadora de televisão brasileira. Formada em Educação Física e com pós-graduação em Jornalismo Esportivo, Renata atua como narradora desde 2014, quando teve a oportunidade de narrar duas partidas da Copa do Mundo FIFA de 2014 realizada no Brasil. Em 2018, ela foi selecionada diante de mais de 300 candidatas para participar do programa Narra quem sabe, exibido pelo canal Fox Sports Brasil. Entre mais de 300 candidatas, seis foram selecionadas, porém, apenas três foram escolhidas para receber o treinamento da Seleção Brasileira de Futebol na Copa 2018, e Renata estava entre elas.
Para muitos, “Só mais uma”, mas para milhares de meninas e mulheres que tiveram e têm seus sonhos reprimidos, simplesmente: Renata Silveira. Tudo muda quando entendemos que, se uma mulher vence, todas vencem.
A autora é aluna do Colégio Estadual José Elias da Rocha e de intercâmbio no Programa Ganhando o Mundo.
