09 de julho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Passos simples para se tornar inevitável


Por Jefferson Wegermann Publicado 24/03/2026 às 00h00
Ouvir: 00:00

Existe uma diferença importante entre quem apenas deseja algo e quem se torna inevitável naquilo que deseja.

Quem só deseja costuma parar cedo demais. Geralmente, não de uma vez. Vai reduzindo o passo, se omitindo aqui, adiando ali, até que, em algum momento, se vê parado.

Tornar-se inevitável é simplesmente o oposto. Atenção: não tem nada a ver com rigidez, nem com bater cabeça na mesma parede até se machucar tentando abrir um buraco.

O primeiro passo da inevitabilidade é definir uma direção.

A vida é movimento. E movimento sem direção é ficar rodando em círculos. Sabe o famoso “faz sentido?” Quando alguém diz que algo “faz sentido”, no fundo está dizendo: isso está alinhado com a direção do objetivo.

O segundo passo de se tornar inevitável é manter ativa a capacidade de ver uma passagem onde os outros enxergam desconforto e aperto. E veja que disse “manter”, pois vejo que esse é o nosso estado natural.

É insistir naquilo que continua coerente com a direção que foi definida. É justamente aqui que é fácil se perder. Você escolhe a direção, mas no trajeto, confunde uma rua sem saída com inviabilidade do destino. Até vira em uma ou duas ruas e, se não avança, já conclui que aquilo não funciona e aí segue o sentido de uma via que leva a todo lugar, menos ao alvo.

Uma estrada sem saída não pode significar que um lugar deixou de existir. Significa apenas que aquela rua não era o caminho exato. E, a depender do quão inovador você é, talvez apenas signifique que ninguém nunca abriu um caminho para o seu destino. Se você chegou ao “fim da picada”,  tem que continuar a abrir caminho.

Quem se torna inevitável recalcula a rota. Ajusta. Muda a forma. Segue. Abre caminho.

Mesmo com destino e direção bem definidas, haverá momentos em que a vida parecerá uma caixa fechada (por isso é preciso “pensar fora da caixa?”). Você olha em volta e só vê paredes. O duro é quando a gente já quebrou a cara tantas vezes que começa a acreditar que só existe uma forma aceitável de sair: a porta. Só que a vida raramente funciona assim. Às vezes, a saída aparece como uma janela. Como uma fissura. Até por isso se fala em “janela de oportunidade”, não é?

Esperar apenas uma porta pode levar anos.

Nem sempre será bonito. Nem sempre será fácil. Às vezes, você vai precisar se apertar um pouco para passar. Às vezes, vai ter de abrir mão de conforto, de orgulho, de vaidade, de controle. O preço de sair por uma fresta, no entanto, costuma ser menor que o preço de continuar estagnado.

E, na minha visão, existe ainda um terceiro ponto decisivo: perspectiva.

Dentro do carro às vezes não dá para enxergar a saída, embaça tudo. Perto demais da parede não dá para ver com precisão. Por isso agregar a visão de alguém que está olhando de outro ponto é de uma força tremenda. Na aviação se ouve instruções da torre de controle para pousos e decolagens. A inevitabilidade também se manifesta em quem enxerga melhor, especialmente se você vê as coisas de mais de um ângulo. O único cuidado é escolher com cautela em que confiar. Precisa ser alguém honesto e que tenha boa visão.

É a partir daqui que tudo se junta.

Resumindo, tornar-se inevitável é ter clareza do destino. É continuar em movimento. É mudar a forma sem abandonar o objetivo. É sustentar só o que faz sentido. Deixar de se omitir diante daquilo que busca. É perceber que o problema geralmente não está no sonho, mas na rota, no ritmo ou na postura. E, para ir mais rápido e melhor, agregar perspectiva à sua própria visão.

Quem se torna inevitável também falha. Falha bastante e rapidamente. Mas supera a frustração, compreendendo que direção, movimento e visão qualificada por perspectiva, se mantidas, farão você inevitavelmente chegar ao destino.

Se você sabe para onde quer ir, continue. Se a bola deu na trave, ajuste o chute. Se a rua acabou, recalcule. Se a porta emperrou, passe pela janela. Acrescente à sua visão o olhar de pelo menos mais uma pessoa. Apenas não pare.

O autor é consultor jurídico-empresarial, advogado há mais de onze anos e especialista em planejamento e estruturação de negócios. Acredita que a perspectiva aliada à fluidez são elementos essenciais para quem deseja deixar um legado de excelência.
@jeffwegermann | [email protected]

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Artigos

A reforma tributária e um novo cenário para o varejo nos shopping centers

Publicado 03/07/2026 às 00h00

A reforma tributária brasileira costuma ser analisada sob a ótica da arrecadação e da simplificação de impostos. No entanto, seus…


A reforma tributária brasileira costuma ser analisada sob a ótica da arrecadação e da simplificação de impostos. No entanto, seus…

Artigos

O falso alerta da Defesa Civil e afragilidade da confiança digital

Publicado 30/06/2026 às 00h00

Na madrugada do último dia 20, um sábado, milhões de brasileiros foram surpreendidos por um alerta extremo da Defesa Civil…


Na madrugada do último dia 20, um sábado, milhões de brasileiros foram surpreendidos por um alerta extremo da Defesa Civil…