09 de julho de 2026

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O desafio do diálogo: por querejeitamos opiniões contrárias?


Por Gilmar Denck Publicado 30/11/2025 às 17h01 Atualizado 25/02/2026 às 12h32
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Política, religião e economia são pilares que caminham juntos e determinam a prosperidade de uma nação. No entanto, o debate sobre esses temas é frequentemente prejudicado pela nossa limitada capacidade de aceitar opiniões contrárias. Mas de onde vem essa resistência?

Trata-se de uma questão complexa, com raízes em diversas razões psicológicas e sociais que explicam esse comportamento:

Resistência à Mudança: Muitas pessoas têm dificuldade em aceitar que suas crenças ou modos de vida podem estar equivocados ou serem prejudiciais. A mudança gera incerteza e desconforto, tornando mais fácil rejeitar quem apresenta perspectivas diferentes.

Dissonância Cognitiva: Quando confrontadas com informações que contradizem suas convicções, as pessoas podem experimentar um desconforto mental conhecido como dissonância cognitiva. Para aliviá-lo, é comum que rejeitem a nova informação e ataquem a fonte que a emitiu.

Identificação com o Opressor: Em certos contextos, pode surgir uma lealdade ou identificação com aqueles que exercem opressão — um fenômeno associado à Síndrome de Estocolmo. Nesses casos, o opressor é visto como protetor, especialmente se houver a percepção de que não há alternativas viáveis.

Medo de Repercussões: Opor-se a figuras ou estruturas de poder pode acarretar consequências negativas, como perda de status, segurança ou mesmo de vida. Assim, muitos preferem manter o status quo e desqualificar quem busca promover mudanças.

Influência Social e Conformidade: A pressão do grupo e o desejo de pertencimento também influenciam. Se a maioria ao redor apoia determinada postura, o caminho mais fácil é a conformidade, e não o confronto.

A combinação desses fatores pode levar as pessoas a enxergarem aqueles que tentam “abrir seus olhos” como adversários, e não como aliados.

Diante desse cenário, surge a pergunta crucial: o que podemos e devemos fazer para superar essas barreiras e construir um diálogo mais produtivo?

O autor é empresário com 30 anos de experiência em associativismo. Formado em Filosofia e Administração

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