Família luta para tentar enterrar corpo de filha morta


Por dmais

“Impossível não reconhecer o pé dela, que era tão delicado. Além das roupas que ela costumava usar. Tenho certeza absoluta que era a minha filha”, este é o relato de Tereza Aparecida Galdino, que afirma que o corpo encontrado, na noite da última quarta-feira, em um matagal da Vila Congonhas, é da sua filha Mônica Martins Galdino, de 18 anos, que estava desaparecida há 28 dias.

A mãe conta que foi até o Instituto Médico Legal (IML) e reconheceu as roupas que a menina usava no dia em que desapareceu.  A família de Mônica busca um alvará judicial para que o corpo da menina seja liberado antes mesmo do resultado do exame de DNA que irá comprovar se é a mesma pessoa. “Mesmo sem sabermos a causa da morte dela, não podemos deixar da forma como está. Eu preciso enterrá-la. Não adianta deixá-la daquele jeito. Não é justo. Ela já deve ter sofrido demais”, conta chorando.

Tereza afirma que a filha tinha convulsões e tomava vários tipos de medicamentos. “Sempre aconselhava ela a não sair sozinha na rua, mas ela não me obedecia. A última vez que ela foi vista foi na igreja aqui do nosso bairro”, lamenta.

O corpo da jovem, já em estado avançado de decomposição, estava sem roupas, o que pode indicar uma possível violência sexual. A Polícia Civil investiga as causas da morte e o IML recolheu material para DNA que será encaminhado para Curitiba. O exame irá comprovar se o corpo era mesmo de Mônica.

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