Defesa pede absolvição para mãe acusada de degolar a filha


Por dmais

A defesa de Maria Geni Lourenço de Oliveira, 42 anos, pediu a absolvição da mulher acusada de degolar a filha, recém-nascida há três dias, no quintal de casa, no Jardim Panorama. O crime aconteceu em março de 2016 e chocou a cidade. A réu foi julgada na quarta-feira (28) no Fórum de Ponta Grossa.

De acordo com um dos advogados de defesa, Leandro do Amaral, Maria Geni apresentava um quadro de tratamento de depressão há pelo menos 12 anos. “Então diante da gravidade do crime, subentende-se que não se trata de uma pessoa normal”, relata.

Fábio Matavelli
Maria Geni chegou ao Fórum de Ponta Grossa escoltada por policiais

O advogado explica que a mulher já teria sido ouvida pela juíza e passou por avaliação um perito judicial que é médico psiquiatra. “Nesta situação também ficou comprovado que ela tem problemas mentais. Portanto, vamos pedir para que ela seja encaminhada para uma clínica de tratamento e, além disso, a defesa busca ainda a sua absolvição”, disse Leandro. Maria Geni está presa atualmente no Complexo Médico Penal de Curitiba. A acusada chegou ao Fórum acompanhada por policiais. O julgamento deverá terminar na tarde desta quarta-feira.

Crime

A mulher foi presa momentos depois do crime e na delegacia contou detalhes de como matou a filha. Segundo ela, no mesmo dia em que voltou para a casa, ela esperou a filha mais velha dormir, levou o bebê para fora, colocou-a sobre um toco de árvore que fica na parte dos fundos do terreno e utilizou uma faca de açougueiro para cortar a cabeça do recém-nascido.

Ela teria então utilizado um saco plástico para recolher o cadáver e tentou escondê-lo sob uma montanha de telhas de eternit. Na época, policiais foram informados sobre o crime via denúncia anônima pelo 190 e fizeram com que Maria Geni apontasse onde havia escondido o corpo. Em seguida, ela foi presa em flagrante.

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