DC entrevista Álvaro Scheffer, do SindiMadeira PG


Por Cícero Goytacaz
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Foto: José Aldinan

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Foto: José Aldinan

O Diário dos Campos entrevistou o presidente do Sindicato da Madeira de Ponta Grossa (SindiMadeira PG), Álvaro Luiz Scheffer Junior. Ele tratou das perspectivas para a indústria da madeira e setor florestal em 2026, considerando os desafios enfrentados em 2025, como o ‘tarifaço’ dos Estados Unidos ao Brasil e outras questões do cenário internacional que afetam o mercado.

Entre os assuntos tratados, Scheffer destacou a importância de desenvolver o potencial do mercado interno da madeira no Brasil, principalmente em relação ao seu uso na construção civil. A entrevista foi transmitida pelo DC nessa segunda-feira (26).

Assista:

Desenvolvimento do mercado interno da madeira

Com o setor madeireiro impactado pelas tarifas internacionais, Scheffer Junior defendeu que o enfrentamento aos desafios vai além de buscar novos países compradores. Para ele, o desenvolvimento do mercado interno brasileiro da madeira é um caminho promissor. “A gente tem um poder na mão muito grande, que é a utilização da madeira aqui dentro do país, na construção civil. Temos que descarbonizar a construção civil”, frisou.

“Hoje, a gente quer um incentivo dos nossos governantes, que incentivem a utilização de madeira, principalmente na construção civil, que é um mercado muito grande e a gente tem um déficit habitacional gigantesco atualmente em nosso país. Então é uma oportunidade muito grande de a gente sair um pouco da dependência do mercado externo e jogar toda essa produção aqui dentro do país e agregar valor e qualidade de vida aos nossos habitantes aqui”, acrescentou Scheffer Jr.

Casas e construções

Para tanto, o presidente do SindiMadeira considerou pontos a serem enfrentados, como a quebra de um “paradigma cultural”, que é a percepção de que, no Brasil, casas de madeira são precárias e representam baixa renda. “Por isso falamos em ‘construção com madeira’, e não ‘casa de madeira’. A gente já tem grandes empresas aqui dentro do estado, que estão fazendo isso com painéis CLT (Madeira Laminada Cruzada), ou Wood Frame, ou um misto que envolve aço e madeira junto. É possível colocar muita tecnologia nisso”, explicou.

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