
Privadas do convívio em sociedade por envolvimento com crimes, as mulheres presas não deixam de lado a vaidade e dão um toque feminino dentro das celas da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa. Atualmente, 55 mulheres estão recolhidas na unidade prisional, numa ala exclusiva para elas.
As próprias presas fazem a limpeza e cuidam da aparência uma da outra. Elas contam que dentro da cadeia acabam se tornando amigas umas das outras e que esses laços de amizade e intimidade podem ser mantidos quando pelo menos uma delas deixar a prisão. Dentro das celas, apesar da superlotação, há companheirismo e respeito. Quando uma está comendo, a outra não usa o banheiro, contam elas.
A maioria das mulheres fica nas celas ou nos salões, mas outras acabam ficando em quartos separados porque trabalham dentro da cadeia. Estas dormem em quartos coletivos. Mesmo assim, todas as presas têm colchões para dormir e algumas conseguem espaço nas camas. Nas celas, há beliches.
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