04 de junho de 2026

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Vídeo: saiba o passo a passo do processo de cremação


Por Edilene Santos Publicado 31/08/2025 às 11h30 Atualizado 25/02/2026 às 15h21
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Ânfora (urna) para guardar as cinzas da pessoa falecida
Ânfora (urna) para guardar as cinzas da pessoa falecida / Foto: José Aldinan

A cremação de corpo humano ainda é uma opção pouco escolhida pelas pessoas em vida ou suas famílias na hora da despedida. Entre os argumentos estão o custo, questões religiosas e falta de informação.

Em Ponta Grossa, de janeiro a julho deste ano, foram cremados 60 corpos. O número representa 2,5% dos 2.399 falecimentos registrados na cidade. Em todo o ano passado, as cremações representaram 1,7% da destinação final: 73 dos 4.130 cadáveres passaram pelo processo de incineração. Os dados são do Serviço Funerário Municipal repassados a pedido do Diário dos Campos e mostram um leve aumento da procura pela cremação.

Tendência de aumento

Hoje, há apenas um crematório humano na cidade e é oferecido num empreendimento particular. Segundo o proprietário Ricardo Lievore, o crematório – que atende Ponta Grossa e região dos Campos Gerais – foi inaugurado há 11 anos. No início, segundo ele, eram realizadas em torno de três incinerações por mês. Hoje, a média subiu para dez. “Em 2014, a cremação era pouco divulgada. Mas, aos poucos, a população foi se adaptando culturalmente”, diz.

O empreendimento de Ricardo mantém o crematório e o sepultamento comum e, de acordo com ele, a cremação representa 35% dos serviços realizados.

Para o empresário, a incineração humana tende a aumentar gradativamente tanto por questão ambiental – já que preserva o solo e águas subterrâneas – quanto pela falta de espaço para construção de novos cemitérios no Brasil, longo prazo.

Outra vantagem quando se opta pela cremação é a liberdade em relação ao destino das cinzas. Diferente da sepultura comum, os restos mortais podem ser guardados ou espalhados em locais com significado especial para o falecido e seus familiares.

Equipamento para cremação / Foto: José Aldinan

Novo crematório de PG conquista licença

De olho nesse mercado, outra empresa do ramo funerário de Ponta Grossa também planeja construir um crematório. O DC apurou que o Instituto Terra e Água (IAT) já autorizou a licença ambiental de instalação ao empreendimento, mas, agora a funerária precisa solicitar a licença de operação para que o novo crematório da cidade seja instalado.

Diferença de preço

Ricardo Lievore revela que a cremação custa atualmente R$ 4.150. Um jazigo para sepultamento no cemitério de sua propriedade é vendido a partir de R$ 8.190, com duas gavetas. Levantamento feito pelo DC mostra que os jazigos em cemitérios particulares de Ponta Grossa custam na faixa de R$ 8 mil.

Acompanhe o passo a passo da cremação:

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.