Vereador propõe vetar aumento de secretários e atrelar salário da prefeita ao de médicos

O vereador Geraldo Stocco (PV) vai propor uma emenda ao projeto de lei (PL) 402/2024, que trata do aumento de salário da prefeita de Ponta Grossa e dos secretários municipais. A medida, além de criar o 13º salário para o cargo de prefeito(a) e vice-prefeito, amplia o recebimento mensal do(a) chefe do Executivo para R$ 32 mil e de secretários municipais para R$ 22 mil.
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O PL foi elaborado pela Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização, que tem Stocco como um dos membros. Ele assinou a matéria, cuja tramitação em regime de urgência foi aprovada pela Câmara na sessão desta quarta-feira (13). A Comissão é presidida pelo vereador Paulo Balansin (União) e tem também como membros Júlio Küller (MDB), Celso Cieslak (DC) e Erick Camargo (PV) – o único que não assinou a proposta.
Falta de médicos
A emenda de Stocco pretende atrelar, textualmente, o salário da prefeita ao salário de um médico com 40 horas semanais de serviços prestados ao município. Atualmente, a remuneração desse profissional é de aproximadamente R$ 13 mil. “Vamos fazer essa ligação porque o que motiva o aumento é justamente isso: a falta de médicos na cidade. Notamos isso na CPI da Saúde: os médicos têm deixado de atender aqui para trabalhar em cidades vizinhas por conta do valor recebido”, destaca.
No que diz respeito aos secretários municipais, Stocco destacou que a questão é o impacto financeiro que o aumento vai trazer ao município. “O ponto em si não é o aumento do valor do salário dos secretários, mas sim o impacto financeiro disso em outros cargos. Hoje a Prefeitura tem inúmeros cargos em comissão com remuneração calculada de acordo com o salário do secretário”, explica o vereador.
Por isso, o vereador do PV vai cobrar que o município execute um estudo de impacto financeiro sobre quantos cargos serão impactados com o aumento do pagamento do secretariado e quanto isso custaria à Prefeitura mensalmente. “A gente precisa dessa informação para conseguir votar isso com clareza. A cidade não pode ficar sem médicos, mas a gente não pode votar algo sem ter a certeza de quanto custará”, conta Stocco.
A reportagem do portal DCmais e jornal Diário dos Campos entrou em contato com a Prefeitura de Ponta Grossa para saber qual o impacto financeiro do PL 402/2024, caso seja aprovado, e aguarda retorno.
