28 de junho de 2026

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Veja o que pensam os candidatos à prefeitura de Ponta Grossa sobre a possível criação de colégios cívico-militares na cidade


Por Patrícia Lucini Publicado 29/10/2020 às 09h49 Atualizado 21/02/2026 às 18h46
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(Foto: Reprodução)

O dcmais e o Diário dos Campos ouviram os candidatos à prefeitura de Ponta Grossa – Marcio Pauliki (SD), Mabel Canto (PSC), Professor Edson (PT), Professora Elizabeth (PSD) e Professor Gadini (PSOL) para saber o que pensam sobre a possível transformação dos colégios José Elias da Rocha, Professor Colares, Doroteu de Pádua e General Antonio Sampaio, em Ponta Grossa, em colégios cívico militares. Veja o que dizem os candidatos.

Marcio Pauliki – “Sou totalmente a favor de nós termos colégios cívicos-militares estaduais em Ponta Grossa. Nós poderíamos ter quatro implantados em colégios já existentes. Acredito que é muito importante esse cadastramento dos pais que querem ter essa possibilidade. Aliás, em nosso plano de governo, temos uma proposta de contraturno social, para que os adolescentes do fundamental II, que não terão a oportunidade de estar nos colégios militares, terem através de módulos educacionais, por exemplo da Guarda Mirim, assuntos ligados ao civismo, patriotismo e empreendedorismo. Inclusive, estamos estudando a possibilidade de termos escolas municipais cívico-militares. Sou totalmente a favor, pois precisamos incentivar os jovens sobre valores importantes como amor e respeito à pátria, isso é o que precisamos colocar também em Ponta Grossa”.

Mabel Canto – “Votei favorável ao Projeto de Lei que autoriza o funcionamento das escolas cívico-militares. O projeto, do Governo do Estado, foi votado na Assembleia e irá contemplar a educação de todo o Paraná, inclusive em Ponta Grossa. Dos mais de 50 colégios estaduais no município, há previsão de que apenas quatro recebam o novo modelo de estruturação. Assim como nas demais escolas, tanto municipais quanto estaduais, defendemos acima de tudo uma educação pública de qualidade. Acreditamos que o projeto aprovado e que será implantado é mais uma opção para quem defende o modelo, que pode ou não ser utilizado, dependendo da decisão pessoal de cada um”.

Professor Edson – “Não há limites para a demagogia e a incompetência dos atuas governos federal e estadual. Bolsonaro, Ratinho Junior e os políticos que são apoiados por eles vendem como milagreira a militarização das escolas. No caso do Paraná, foram anunciados R$ 80 milhões para a militarização das escolas. Desse total, R$ 40 milhões serão para uniformes e R$ 25 milhões para pagamento das diárias dos militares. O restante, R$ 15 milhões são para melhorar a estrutura. Não é uniformizando as crianças que a educação vai melhorar. Ratinho Junior vende resultados obtidos em outros estados, como aumento da nota do IDEB, em contexto completamente diferente e dissociados da nossa realidade. Ao passo que algumas escolas militarizadas melhoraram seus índices, modestamente, diga-se de passagem, há relatos de perseguição a professores, evasão escolar, assédio moral e outras violências. Somos adeptos da implantação nas escolas de um modelo que privilegie a justiça restaurativa e promova a cultura da paz. A escolas não devem formar para a obediência cega, mas para o pensamento crítico e para o exercício da democracia”.

Professora Elizabeth – “Nós somos a favor da implantação de colégios cívico-militares em Ponta Grossa tanto que, recentemente, conquistamos a instalação de 04 escolas desse modelo junto ao governador Ratinho Junior. Além disso, vale ressaltar que nossa chapa também é cívico-militar, Professora Elizabeth e Capitão Saulo, e já temos percebido um grande apoio das famílias para a implementação desse projeto que vem ao encontro das nossas propostas de fortalecimento da rede educacional do Município, da consolidação de iniciativas de combate à violência e às drogas nas escolas e do reforço da estrutura da Guarda Municipal, que terá uma atuação ampla e próxima da comunidade. Educação e Segurança Pública são prioridades do nosso programa de governo e por isso seguiremos avançando, buscando as melhores iniciativas e os melhores projetos para que as crianças, nossa maior prioridade, tenham a garantia de suporte, estrutura e de oportunidades para construírem um futuro brilhante e uma cidade cada vez melhor para todos nós”.

Professor Gadini – “De forma atropelada o governo sancionou a lei em 06 de outubro e, via Secretaria Estadual de Educação (SEED), determinou que a consulta à comunidade, que é obrigatória pela lei, acontecesse entre ontem e hoje, 27 e 28 de outubro. O atropelo é proposital, pois impede que professores, pais e estudantes saibam que a militarização é um ataque frontal à educação pública. A notícia da consulta só foi divulgada na tarde da segunda-feira, junto com a lista das 215 escolas que o governo pretende deixar sob direção e controle de militares em todo Paraná. Em tempos de pandemia, realizar consulta pública às pressas é colocar as pessoas em risco de forma desnecessária. Além da lei representar um enorme retrocesso à democracia, contrariando uma tradição de autonomia da educação, consolidada pela Constituição de 1988, a militarização retoma um modelo que deixa estudantes e servidores públicos sob ‘monitoria’ de pessoas estranhas ao ambiente escolar, principalmente em regiões periféricas onde o desrespeito policial já registra problemas e denúncias em cidades médias e grandes do país”.

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