07 de junho de 2026

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UPAs realizam 2,5 mil atendimentos acima do limite por mês


Por Edilene Santos Publicado 24/07/2024 às 21h07 Atualizado 26/02/2026 às 01h02
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Fachada da UPA Santana
Mulher ficou descontrolada ao saber da morte do pai /Foto: José Aldinan/Arquivo DC

As duas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) de Ponta Grossa estão sobrecarregadas e atuando acima do limite. É o que afirma a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Priscila Degraf. “As UPAs não aguentam a demanda. São 2,5 mil atendimentos por mês a mais que a cota máxima”, declarou, nesta semana, aos vereadores da cidade.


A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio de sua assessoria de comunicação, informou ao Diário dos Campos e portal DCmais que a cota mensal de atendimentos na UPA Santa Paula é de 10.125 e na UPA Sant’Ana de 6.750. Porém, exceder o limite não acarreta problemas legais ao Município. “Sobre a questão da cota de atendimento, reforçamos que se trata apenas de um balizador médio dos atendimentos nas UPAs. Ou seja, ultrapassá-lo não significa nenhum descumprimento ou problema legal, apenas mostra a aumento da demanda por atendimento”, informou a assessoria. Por isso, o governo municipal defende a implantação de uma nova UPA, no bairro Uvaranas.

O que diz o INDSH


As UPAs fazem atendimento de urgência e emergência e também de busca direta, ou seja, atendimento nos consultórios. O INDSH, empresa que administra as duas UPAs da cidade, confirma a superlotação, mas diz que os casos são pontuais. No último sábado (20), por exemplo, uma fila com três ambulâncias do SAMU se formou em frente à UPA Sant’Ana, detalhou a empresa.
Segundo a administração, o problema ocorreu por falta de leitos nos hospitais que recebem os pacientes das UPAs. As unidades, muitas vezes, funcionam como triagem: os pacientes ficam no local recebendo o atendimento prévio enquanto aguardam a transferência para hospitais de referência, indicados pela Central de Leitos.

O que diz a SESA


O DCmais entrou em contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), que é responsável pela Central de Leitos. Em resposta, a assessoria informou que “em Ponta Grossa, a transferência e internação dos pacientes ocorre em no máximo 48 horas, após a inserção do nome na Central de Regulação de Leitos.

A SESA reforça que todos os pacientes em espera por um leito especializado estão sendo atendidos, sem que haja qualquer tipo de desassistência, até que essa transferência seja viabilizada, considerando a gravidade de cada caso e a disponibilidade do leito específico”.
Segundo a SESA, a média de tempo entre a inserção da solicitação de internação feita pela UPA e a efetiva internação no leito hospitalar é de 28h56min*. Esse tempo compreende o tempo de transporte do paciente, a Central libera em tempo menor. De janeiro a junho deste ano, foram efetivadas 3.592 internações por solicitação das UPAs de Ponta Grossa.

*Correção feita às 14 horas do dia 29/07/2024. Anteriormente, foi escrito erroneamente 28min56seg

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