
A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) será uma das beneficiadas com o investimento de R$ 1 milhão, no âmbito de uma chamada pública lançada pelo Governo do Paraná nesta quarta-feira (18). O objetivo é modernizar a infraestrutura acadêmica e implementar tecnologias exponenciais nos cursos de Medicina, como inteligência artificial, realidade virtual, cirurgia robótica, simulação realística e telemedicina.
Com um total de R$ 6 milhões destinados ao Programa de Fomento à Inovação na Educação Médica, a iniciativa contempla os cursos de Medicina da rede de universidades estaduais do Paraná.
A ação, que conta com recursos do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, é realizada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Além da UEPG, as universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Centro-Oeste (Unicentro) serão beneficiadas com o programa, que soma 302 vagas anuais nos cursos de Medicina.
Segundo o edital, cada curso receberá R$ 1 milhão, com exceção da Unioeste, que contará com R$ 2 milhões devido à oferta de dois cursos de graduação nessa área. O principal objetivo da iniciativa é promover a integração entre ensino, pesquisa e inovação, focando na formação prática e interativa dos futuros médicos.
O coordenador do curso de Medicina da UEPG, professor Ricardo Zanetti, destaca a importância dos investimentos na qualificação profissional de futuros médicos, como realizar cirurgias com inteligência artificial . “Hoje em dia é extremamente importante que os alunos sejam treinados a realizar o exercício da medicina interagindo com os dispositivos tecnológicos existentes no mercado, pois esse contato contribui para o desenvolvimento de habilidades de técnicas de cirurgia, radiologia e anatomia, entre outras especialidades médicas”, diz.
Realidade virtual
A realidade virtual, por exemplo, é utilizada para propor cenários complexos e simulações realísticas que possibilitam um aprendizado prático e interativo no treinamento de habilidades médicas, cirúrgicas e de emergência. Esse tipo de tecnologia proporciona um ambiente seguro para que os estudantes possam praticar e aperfeiçoar as competências sem riscos para pacientes reais. Além disso, facilita a visualização de anatomia e procedimentos médicos, melhorando a compreensão e a retenção de conhecimento.
Para o diretor de Ensino Superior da Seti, Osmar Ambrósio de Souza, as novas metodologias de ensino e o uso de tecnologias avançadas possibilitam uma aprendizagem alinhada às necessidades do mercado de trabalho. “Essas inovações proporcionam uma abordagem de ensino mais personalizada e interativa, que não só amplia o conhecimento dos alunos, mas também os prepara de forma mais eficaz para os desafios profissionais e as exigências do mercado”, afirma o gestor.
A seleção das ações propostas pelas universidades será baseada em diferentes critérios, como a inovação curricular e integração tecnológica; o impacto na qualidade da formação médica e no sistema de saúde; e a interação entre ensino, pesquisa e extensão. Outros fatores estão relacionados à formação de professores em métodos inovadores e articulação de parcerias com instituições de pesquisa científica e tecnológica.
Programa de Fomento
O Programa de Fomento à Inovação na Educação Médica também prioriza o fortalecimento das áreas de apoio relacionadas ao ensino da medicina, como a atualização dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação e o incentivo à interdisciplinaridade com outras áreas do conhecimento, como engenharia da computação, matemática e robótica.