
A tradicional Festa do Divino será realizada no dia 8 de junho de 2025, das 9h às 19h, na Rua Santos Dumont, 524, em Ponta Grossa. O evento, organizado pela Casa do Divino, celebra a cultura e religiosidade local desde 1882, reunindo fiéis e apreciadores das manifestações populares.
Reconhecimento da Festa do Divino
Em novembro de 2024, a festa foi reconhecida como Patrimônio Imaterial de Ponta Grossa pela Secretaria Municipal de Cultura, reforçando sua importância histórica e cultural na cidade. A programação inclui diversas atividades, como procissão, missa, apresentações musicais, bingo e baile, além da tradicional galinhada e venda de doces e bebidas.
Lídia Hoffmann, que coordena as atividades e mantém viva a tradição familiar surgida há 142 anos, destaca a alegria de ter visto a Festa receber reconhecimento oficial “Foram muitos anos de luta para hoje ter o reconhecimento governamental, que a Festa do Divino fosse tombada como um Patrimônio da nossa cidade. E vocês fazem parte deste momento tão importante. Muito obrigada”, diz, agradecendo à população e ao Diário dos Campos, que noticia parte dessa história há 118 anos.
Programação
A programação do evento conta com momentos marcantes, começando às 9h com a abertura da Casa do Divino. Às 10h30, a procissão sai com a imagem e as bandeiras em direção à Catedral, onde será celebrada a missa. A festividade segue ao longo do dia, com destaque para o encerramento das Novenas do Divino às 15h, bingo e baile às 16h15, e a despedida dos festeiros às 19h.
Apoio
O evento conta com o apoio da Paróquia Sant’Ana, além de empresas e instituições locais. A realização é da Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone 42 99956-4884.
Casa do Divino
Fundada em 1882, a Casa do Divino está atrelada à narrativa de Dona Maria Selvarina Julio Xavier. Os relatos são de que essa moradora de Ponta Grossa vagou por meses sem memória. Parou para se banhar, e encontrou, em um olho d’água, a imagem do Divino Espírito Santo litografada num pedaço de madeira. Naquele mesmo instante, lembrou quem era e onde morava.
Dona Maria retornou para sua casa e, quando chegou, todos começaram a chorar e dizer que era um milagre. Pela graça recebida, Dona Maria se propôs a montar, dentro de sua casa, um altar para expor a imagem e agradecer todos os dias da sua vida esse grande milagre. Até hoje, o objeto que deu origem ao milagre segue exposto em altar. (Das assessorias)