Fábrica de PG é destaque estratégico para Tetra Pak, diz presidente da empresa ao DC


Por Matheus Dias
Executivo da Tetra Pak fala ao DC.

Fotos: Levi Cantelmo/DC.

Executivo da Tetra Pak fala ao DC.
Fotos: Levi Cantelmo/DC.

O Diário dos Campos esteve nesta semana na unidade de Ponta Grossa da Tetra Pak, empresa multinacional responsável pela embalagem de milhares de alimentos. Na oportunidade, o DC entrevistou o presidente nacional da companhia, Tiago Cardoso, em uma das primeiras entrevistas que o executivo dá desde que assumiu a frente da corporação, em dezembro de  2025.

Cardoso afirma que a unidade fabril de Ponta Grossa é estratégica e tem destaque operacional dentro da empresa, que tem duas fábricas no Brasil. “Desde o início das operações em Ponta Grossa, em 1999, esta fábrica tem cumprido uma estratégia. Aqui, produzimos uma variedade menor de produtos, mas em uma escala enorme”, afirma. A Tetra Pak de PG foi reconhecida em 2023 pelo Japan Institute of Plant Maintenance (JIPM) como avançada especial na metodologia Total Productive Maintenance (TPM).

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O executivo, que está há menos de um ano à frente da operação brasileira da empresa, conta que a experiência é desafiadora, mas estimulante. Cardoso, que tem no currículo formações em negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Dom Cabral (FDC) e StartSe University, já está na companhia há quase 20 anos. O antigo presidente nacional da corporação, Marco Dorna, tornou-se Vice-Presidente-Executivo de Operações de Mercado da Tetra Pak global, baseado na Suíça.

“O brasileiro tem uma capacidade muito grande de solucionar problemas e atuar em condições desafiadoras”, relata, explicando porque diversos executivos brasileiros têm posição de destaque global na companhia, para além da relevância do mercado brasileiro dentro da Tetra Pak.

Tetra Pak em Ponta Grossa: inovação e sustentabilidade

O presidente relatou ao DC que inovação e sustentabilidade acabam sendo duas faces da mesma excelência operacional e ambiental buscada pela empresa. Isto porque, além de fornecer as próprias embalagens, a Tetra Pak também negocia equipamentos para as empresas produtoras das mercadorias embaladas.

“A máquina que embala o leite longa vida lá na fábrica do nosso cliente também é da Tetra Pak”, relata Cardoso sobre o modelo de negócio da empresa. Ele diz que estes equipamentos são projetados cada vez mais para consumir menos insumos durante sua operação. Ou seja, gastar menos água, menos energia e tudo o que, além de reduzir custos, também diminui o impacto ambiental.

Além disso, sistemas de recuperação podem reutilizar até 95% da água usada para resfriamento em processos de produção. Equipamentos de pasteurização mais eficientes chegam a reduzir o consumo de energia em até 50%, conforme dados da corporação. “O nosso slogan ‘Protege o que é bom’ não se refere apenas aos alimentos que embalamos, mas também ao planeta”, afirma.

Além da unidade de Ponta Grossa, que dentre seus fornecedores tem a Klabin, a Tetra Pak tem outra fábrica no município de Monte Mor-SP, onde também ficam o Centro de Distribuição (CD) e o Centro de Inovação ao Cliente (CIC).

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