Tão perto e tão longe: motorista esquece passageiro e ignora alertas


Por Redação Diário dos Campos
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Foto: Levi Cantelmo/DC

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Foto: Levi Cantelmo/DC

Uma moradora de Ponta Grossa (PR) entrou em contato com a redação do jornal Diário dos Campos para relatar um problema que parece ser comum no transporte interestadual. Segundo seu relato, na madrugada da última sexta-feira (8), seu esposo viajava na linha Campinas (SP) – Florianópolis (SC) pela Expresso Nordeste. O ônibus fez uma parada em Taquarivaí (SP) para refeição.

Ao retornarem para o ônibus, logo que o motorista arrancou para retomar a viagem, os passageiros se deram conta de que um dos viajantes tinha sido esquecido no ponto de parada. A porta que dá acesso à cabine do motorista já estava fechada, e então começou o desafio de comunicação com o condutor.

“Os passageiros possuem três meios de comunicação com o motorista, uma vez que a porta seja fechada: um botão de emergência no banheiro, outro no lugar do cadeirante, e ainda um interfone. Foi tentada comunicação por esses três meios, e nenhum funcionou”, relata a esposa do passageiro, que preferiu não ser identificada na reportagem, mas ficou preocupada com a situação.

Segundo ela, os passageiros também bateram insistentemente na porta, e também desse modo foi impossível a comunicação com o motorista. A única opção dos passageiros, foi telefonar para a empresa Nordeste, comunicando o incidente. Em algum momento, o motorista foi informado por telefone pela empresa, e retornou para buscar o passageiro esquecido. Isso atrasou a hora de chegada ao destino final, e expôs um problema que parece ser mais comum do que parece nas viagens de ônibus interestaduais: a dificuldade de comunicação entre o condutor e os passageiros.

Outro caso:

É que, no dia 3 de maio, um domingo, outro caso chamou a atenção. A imprensa regional noticiou o caso de um cidadão haitiano que viajava de ônibus pela linha São Paulo (SP) – Foz do Iguaçu (PR). Ele passou mal durante a viagem, na região de Castro. Os passageiros, na ocasião, relataram várias tentativas de falar com o motorista, sem sucesso. Sem resposta aos chamados, o atendimento médico ao passageiro só ocorreu quando o veículo chegou à rodoviária de Ponta Grossa, mas acabou falecendo dentro da ambulância. Nesse caso, a PM destacou que o isolamento da cabine impediu a audição dos gritos pelo motorista, e que o painel não sinalizou o uso de botões de emergência. O nome da empresa responsável pela viagem de São Paulo a Cascavel não foi informado. Relembre.

A empresa

O Diário dos Campos tentou contato com a empresa Expresso Nordeste. No telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) disseram não saber qual setor atende à imprensa, e também não souberam informar o contato da gerência ou da diretoria. O canal de Whatsapp divulgado no site da empresa informou o mesmo telefone do SAC, e deu o atendimento por encerrado. O DC também enviou mensagem para o perfil do Instagram da empresa, na última sexta-feira (8), e não teve retorno até a tarde desta segunda-feira (11).

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