Suspeito de fraude contra FASPG atua em conselho municipal


Por Cícero Goytacaz

Foto: José Aldinan/DC

Foto: José Aldinan/DC

O assistente social de 46 anos, suspeito de fraude contra a Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG), continua atuando no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa. A informação é da conselheira e gestora de políticas públicas, Amanda Costa, que revelou ao Diário dos Campos os detalhes, nessa quinta-feira (10). Ela procurou o Ministério Público, em busca das informações a respeito do inquérito.

“O motivo da minha vinda ao Ministério Público foi porque esse investigado faz parte do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa aqui em Ponta Grossa. Como conselheira, acho que é, no mínimo, inadmissível que a gente aceite esse tipo de situação”, revelou. Segundo a conselheira, antes mesmo de o esquema de fraude ser revelado pela Polícia Civil de PG na última terça-feira (8), em função de o assistente social solicitar cesta básica em nome de idosa já falecida (relembre), o profissional já havia lesado uma outra instituição do segmento.

Na ocasião, a situação foi semelhante: o investigado usava nomes de pessoas já falecidas para que a entidade continuasse recebendo recursos, conforme detalhado por Amanda. “Ele já tem histórico, na esfera cível, de profissional que prejudicou uma instituição que atende à pessoa idosa. Isso é incompatível com o trabalho e atuação dos conselheiros”, afirmou.

Investigado participou de votações e decisões do Conselho

A decisão da conselheira em procurar o MP foi tomada após o investigado participar de votações importantes do Conselho da Pessoa Idosa. “Imediatamente, vou solicitar ao Conselho uma reunião extraordinária, para que isso seja debatido, e também ao NUCRESS (Conselho Regional de Assistência Social), que cuida dos assistentes sociais. Porque o investigado ocupa a cadeira de representante da classe, então, não sei se essa é uma informação de conhecimento público e, principalmente, dos profissionais que trabalham com serviço social, de que estão sendo representados por uma pessoa com esse histórico”, detalhou.

Foto: José Aldinan/DC

“A promotoria vai analisar o pedido, visto que o processo chegou há pouco, mas o promotor garantiu que o Conselho tem total autonomia para decidir sobre um afastamento e deliberar a respeito disso, diante de todas as questões. Inclusive, saio daqui com acesso a todos os processos, tanto na área cível quanto no inquérito policial na área criminal, para que isso seja analisado junto aos conselheiros”, completou Amanda.

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