
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ponta Grossa (Sindserv PG) anunciou estado de greve da categoria a partir do dia 16 de abril. Além disso, a entidade informou que os servidores devem iniciar uma greve no dia 27 de abril, caso não haja avanços nas negociações com o poder público municipal.
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A decisão foi tomada após assembleia da categoria, segundo comunicado divulgado pelo sindicato nas redes sociais. De acordo com a entidade, o movimento ocorre diante da ausência de propostas que atendam às reivindicações dos servidores, especialmente relacionadas à valorização profissional.
Entre os principais pontos levantados pelo Sindserv PG estão a cobrança por respeito à data-base, melhorias salariais e a manutenção do vale-alimentação. No comunicado, o sindicato afirma que os trabalhadores “não são apenas números ou matrículas”, destacando que a mobilização busca garantir condições consideradas dignas aos servidores públicos municipais.
O material divulgado pelo sindicato convoca os trabalhadores a se mobilizarem e marca o dia 27 de abril como início previsto da paralisação. A orientação é para que os servidores acompanhem os próximos encaminhamentos do movimento e participem das atividades organizadas pela entidade.
Como noticiado pelo DC, na terça (16) o Executivo decretou reajuste de R$ 4,14 no benefício-alimentação dos servidores. O Sindicato, em nota de repúdio, disse que a Prefeitura trata os funcionários públicos municipais com descaso.
O DC entrou em contato com a assessoria do governo municipal. Veja abaixo o posicionamento do Poder Executivo:
A Prefeitura informa que, até o momento, não recebeu qualquer comunicação oficial acerca de eventual deflagração de greve por parte dos servidores municipais. Ressalta-se que não há registro de atraso no pagamento de salários, tampouco de concessão de reajustes abaixo da inflação, conforme já comunicado ao Sindicato. Destaca-se, ainda, que algumas categorias já foram contempladas com reajustes no mês de janeiro, como professores, condutores e técnicos administrativos, além de benefícios como vale-alimentação e criação do plano de cargos e salários.
A atual gestão reforça que, nos últimos anos, tem atuado com responsabilidade fiscal e valorização do funcionalismo, mantendo salários em dia e assegurando equilíbrio nas contas públicas, com quatro anos consecutivos de aprovação e classificação Capag A, resultado de uma administração séria e comprometida com o futuro do município.
Diante desse cenário, não se verificam os pressupostos legais que justifiquem a paralisação. Soma-se a isso o fato de que manifestações dessa natureza, quando não respaldadas por fundamentos legais e amplamente divulgadas em contexto político, podem configurar movimento de caráter político, especialmente em ano eleitoral.
A Administração Municipal reafirma seu total respeito aos servidores públicos, reconhecendo a importância de cada categoria para o funcionamento da cidade. No entanto, destaca que nenhum movimento político colocará em risco a boa gestão da Prefeitura.
Assim, eventual movimento grevista, nas condições mencionadas, poderá ser considerado irregular, sujeitando-se às medidas administrativas e legais cabíveis.