Setores buscam alternativas para transporte dos funcionários


Por politica

Desde a zero hora desta quinta-feira (18), está suspenso o serviço de transporte coletivo em Ponta Grossa, pelos próximos dez dias. A medida, prevista no decreto 18.765/21 publicado pela prefeitura na terça-feira (16), como medida de enfrentamento à covid-19, determina ainda que o transporte dos trabalhadores das atividades essenciais será prestado por seus empregadores e que a lotação autorizada para o transporte particular por meio de vans, ônibus, táxi, aplicativos e similares e de 50% da capacidade máxima.

Diante disso, o dcmais e Diário dos Campos buscou saber com segmentos que podem manter as atividades neste período como procederão com o transporte de seus funcionários.

Saúde

Unidades de saúde e hospitais seguem com atendimento normal. Em entrevista a uma emissora de rádio nesta quarta-feira (17), a prefeita Elizabeth Schmidt (PSD), destacou que para o transporte dos profissionais da área da saúde do Município neste período, a prefeitura utilizará ônibus do transporte escolar e veículos da Prefeitura.

Já a Universidade Estadual de Ponta Grossa informou que vai suspender, a partir desta quinta-feira, as atividades presenciais não essenciais na instituição. A instituição afirma que apoia as medidas de restrição e considera a decisão da Prefeita Elizabeth Schmidt como a mais correta para este que é momento mais crítico da pandemia até agora. A instituição reduzirá suas atividades às essenciais, respeitando a decisão do Município e contribuindo para o isolamento social, que protege as comunidades interna e externa. A instituição informou que a Pró-reitoria de Assuntos Administrativos (Proad) providenciará transporte para os trabalhadores do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais neste período.

No Hospital Geral Unimed (HGU), são 125 colaboradores. O hospital informou, via assessoria de imprensa, que montou uma logística com os motoristas do próprio hospital para transportar os colaboradores para que todos tenham como ir ao trabalho de forma segura e para que não comprometa o atendimento aos pacientes.

Restaurantes e hotéis

Conforme o decreto, restaurantes e lanchonetes poderão funcionar, a partir desta quinta-feira, das 10 às 22 horas, em todos os dias da semana, apenas no atendimento na modalidade delivery. Hotéis, por sua vez, podem funcionar diariamente. O presidente do Sindicato Empresarial de Hotelaria e Gastronomia dos Campos Gerais, Daniel Wagner, avalia que a suspensão do transporte coletivo é importante neste momento como forma de reduzir a contaminação.

“Ao nosso ver, é melhor a empresa arcar com os custos individualmente, do que ser impedida de trabalhar neste período. Além disso, uma das opções neste período é priorizar a manutenção das pessoas que não dependem do transporte coletivo, dando folga, banco de horas, antecipando férias de quem depende do transporte, ou usando o transporte por vans e aplicativos. O principal é encontrar medidas para manter os empregos”, afirma.

Supermercados

No caso dos mercados, supermercados e hipermercados, o atendimento a partir desta quinta-feira será das 7 às 22 horas, de segunda a sábado, com vendas apenas através de delivery no domingo. Segundo a assessoria da Rede Condor, nas cinco lojas e postos de combustíveis em Ponta Grossa, são em média 1.050, colaboradores. Para que os funcionários possam chegar com segurança em seus locais de trabalho, a empresa vai utilizar o transporte por meio de aplicativos, vans e caronas de quem tem veículo.

O Grupo Muffato informou, via assessoria, que cumprirá o decreto em todos os seus quesitos. “No momento, está se organizando para providências com veículos individuais dos colaboradores e, ainda, com serviços terceirizados de transporte (fretados)”.

César Tozetto, proprietário da rede de supermercados Tozetto, afirma que a rede está se organizando para atender ao decreto. Ele ressalta ainda a importância dos clientes se organizem para não deixar as compras para o sábado, evitando assim maior aglomeração.

Padarias e confeitarias

Quanto ao transporte dos profissionais que trabalham em padarias, o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria dos Campos Gerais informou que, por meio de um aditivo na convenção coletiva, fruto de acordo entre sindicato trabalhista e patronal, o vale transporte deverá ser pago diretamente aos profissionais. Outra opção que está sendo analisada é a realização de turno de 12 por 36 horas nestes estabelecimentos, para que os funcionários trabalhem em um dia e folguem em outro. Num primeiro momento, até que o aditivo seja realizado, algumas empresas devem contratar o serviço de vans para o transporte dos funcionários.

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