Secretário da Fazenda projeta orçamento de R$ 2,5 bi em PG


Por politica

Secretário Cláudio Grokoviski em entrevista ao DC. Foto: José Aldinan/Arquivo DC

Secretário Cláudio Grokoviski em entrevista ao DC. Foto: José Aldinan/Arquivo DC

Com 30 anos de carreira na administração pública municipal, o secretário da Fazenda de Ponta Grossa, Claudio Grokoviski, entende que o orçamento da Prefeitura está aquém do que a cidade merece e necessita. Há nove anos à frente da pasta que cuida das finanças, Grokoviski explica que é necessário aumentar a arrecadação. “Ainda não temos orçamento necessário para fazer frente a uma cidade desse tamanho”, disse ele, em entrevista ao Diário dos Campos. De acordo com a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ponta Grossa tem 372.562 habitantes.

Para o secretário, em 2025, o orçamento já deveria estar na casa dos R$ 2,3 a R$ 2,5 bilhões, mas ainda não chegou a R$ 2 bilhões. “Não temos toda essa condição financeira, que deveria ter um município desse porte”, destaca. “Quanto mais receita a gente tiver, mais a cidade consegue se desenvolver”.

A principal fonte de arrecadação de Ponta Grossa é o Imposto sobre Serviços (ISS). A receita também inclui repasses pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além de outras taxas e contribuições.

2025 – um ano de cautela

Grokoviski explica que cuidar das finanças públicas é como zelar pelo orçamento familiar: não gastar mais do que recebe. Na avaliação dele, tanto o mercado internacional (especialmente com as taxações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) e o nacional (inflação dos alimentos, por exemplo), tendem a tornar 2025 um ano mais cauteloso também para quem cuida do dinheiro público.

“É um ano de instabilidade econômica. Não conseguimos prever uma arrecadação futura. Isso faz com que a gente dê uma apertada no freio”, comenta o secretário. Por isso não feitas avaliações mensais do orçamento. Hoje, o salário dos mais de oito mil servidores fica com a maior fatia do que a Prefeitura arrecada: 51%. “Mas a gente necessita de toda essa estrutura de governo”, justifica.

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