Santa Casa de PG avalia instalação de gaviões de madeira


Por Danilo Kossoski
Gaviões de madeira instalados na fachada da Santa Casa de Ponta Grossa

Foto: Gaviões de madeira instalados na fachada da Santa Casa de Ponta Grossa / Foto: José Aldinan

Gaviões de madeira instalados na fachada da Santa Casa de Ponta Grossa
Foto: Gaviões de madeira instalados na fachada da Santa Casa de Ponta Grossa / Foto: José Aldinan

O Hospital Santa Casa de Ponta Grossa (PR) está avaliando os resultados da instalação de gaviões de madeira na fachada do prédio. Os protótipos foram posicionados em pontos estratégicos, como medida para afugentar pombos, há cerca de seis meses.

A medida tinha dupla função: primeiro, evitar a presença dos pombos que, já se sabe, transmitem doenças, o que é bastante inadequado em um ambiente hospitalar, ainda que externamente. Em segundo lugar, para preservar a fachada do imóvel, que é histórico, tombado como patrimônio pelo Compac, e constitui elemento importante da arquitetura da cidade.

“A fim de minimizar a presença de pombas na parte externa do hospital, foram instalados gaviões de madeira, com o objetivo de afastar as aves de forma não invasiva e segura”, informou a assessoria de imprensa do Hospital.

Gaviões de madeira foram instalados há cerca de seis meses / Foto: José Aldinan – DC

Teoricamente, a imagem das aves de rapina deveria assustar os pombos, mas os pássaros de madeira acabaram se tornando algo banal para as aves que deveriam ser afugentadas. Agora, gaviões e pombos “convivem” em harmonia diante do prédio.

Os gaviões de madeira podem ser adquiridos pela internet, classificados como “repelente espantalho de pássadores”. Alguns funcionam a pilha e emitem som característica dos gaviões reais.

O biólogo Willian Menq, especialista em Ecologia e Comportamento de Aves, explica, em vídeo no Youtube, que a tática de estátua de águia realmente não funciona. “Rapidamente eles aprendem que é um objeto inanimado e que não representa nenhuma ameçaa, e voltam a pousar no local”, diz.

Pombos se acostumaram com a presença das aves de madeira / Foto: José Aldinan / DC

A assessoria da Santa Casa informou que, de fato, “a instalação não teve a efetividade que imaginávamos. Porém, os protótipos seguem anexados à estrutura externa da Instituição”. A presença das aves estáticas, algumas “congeladas” em pleno voo, chama a atenção de populares e já faz parte do cenário local.

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