Retrospectiva 2021 PG: Esporte teve ano de aprendizado

Ensinamentos ficaram para as modalidades esportivas de Ponta Grossa em 2021, especialmente para o Operário Ferroviário, que disputou pela terceira temporada consecutiva a Série B do Campeonato Brasileiro e teve a sua pior campanha. Basquete, natação, ciclismo, automobilismo e xadrez também estiveram nos holofotes ao longo do ano. Confira abaixo a retrospectiva 2021 esportiva de PG.
Operário flertou com o rebaixamento
A lição em Vila Oficinas é que só o investimento financeiro não é suficiente para trazer resultados. Com seu elenco mais caro dos últimos anos, o Operário Ferroviário fez a sua pior campanha na Série B do Campeonato Brasileiro. A equipe flertou com a zona de rebaixamento até a penúltima rodada, quando conseguiu se livrar matematicamente da queda.
Nessa altura, o comando técnico já havia mudado. Ricardo Catalá, que vai permanecer em 2022, assumiu o lugar de Matheus Costa. O antigo treinador não conseguiu superar o primeiro momento de crise que enfrentou.
Matheus Costa perdeu peças importantes ao longo da temporada, seja por contusão ou negociação. O artilheiro Ricardo Bueno deixou o elenco para acertar com o Juventude, enquanto Tomás Bastos e Leandrinho se lesionaram com gravidade.

Sem o trio, o técnico não conseguiu se ‘reinventar’ e fazer mudanças significativas na parte tática. O time perdeu confiança e ficou uma sequência de dez jogos sem vencer na Série B. Coube a Catalá assumir o comando e erguer o moral dos jogadores na reta final.
Com a volta presencial do público no Germano Krüger, o Fantasma melhorou. Agora a direção precisa mostrar serviço para recuperar os sócios-torcedores perdidos durante a pandemia.
Ficam como boas recordações vitórias contra os grandes do futebol brasileiro. O Operário derrotou Vasco, Botafogo e Cruzeiro em 2021.
Basquete perde parceria com Rodonorte
Contar com aporte financeiro de grandes empresas é fundamental no esporte. Foi assim que o basquetebol de Ponta Grossa se manteve em alta por quase uma década. De 2013 a 2021 o projeto Novo Basquete Ponta Grossa (NBPG) se alavancou no cenário estadual e nacional do masculino.

Na atual temporada disputou o Campeonato Brasileiro de Clubes pela segunda vez. Havia conquistado o título em 2019. Na luta pelo bicampeonato, o NBPG se deparou com elencos mais qualificados e teve dolorosa derrota para o Botafogo (RJ) nas quartas de final. A equipe ainda ficou com o vice-campeonato estadual no segundo semestre.
E acabou por aí. Não vai haver time profissional no próximo ano. O fim da concessão de rodovias no estado acabou com a parceria entre basquete e CCR Rodonorte – feita por meio da Lei de Incentivo. A direção não conseguiu captar recursos com outras empresas e está sendo obrigada a colocar o pé no freio.
O destino da modalidade ainda é incerto. No entanto há um lado positivo: o projeto tem investido em categorias de base. Estas estão asseguradas para 2022 com auxílio de outros patrocinadores e de pais de jogadores. Em dezembro, o time Sub-19 ficou com a sétima colocação no cenário nacional, trazendo um pouco de perspectiva.
Natação consegue piscina apropriada
Enquanto a Secretaria de Esportes de baixo orçamento optou por investir mais em atividades de lazer para a população, houve modalidades que aguardavam contrapartidas. A natação não teve o problema estrutural de piscinas públicas consertado e se obrigou a improvisar em treinamentos. A piscina de dimensões reduzidas de uma academia particular foi a solução paliativa encontrada.
Diante deste cenário, Ponta Grossa quase não esteve representada em competições. As delegações que embarcavam para os eventos eram bastante reduzidas em decorrência das dificuldades.
O ‘respiro’ surgiu somente em novembro. O tradicional Guarani Esporte Clube, com nova diretoria, abriu as portas para a modalidade. Os treinos mais intensos puderam ser retomados e, desde então, a Associação de Pais e Amigos da Natação (APANPG) carrega as cores, a bandeira e o nome do Guarani. O próximo ano pode significar a retomada de resultados expressivos.

Ciclismo emplaca Talita e Gabriela
Esse desempenho tão aguardado pela natação veio em 2021 no ciclismo. Em parceria com a forte equipe de Santos, a Liga dos Campos Gerais emplacou Talita Oliveira e Gabriela Costa em alguns dos principais eventos do ano. Ambas chegaram a passar dois meses na Bélgica treinando forte e competindo.
Talita foi campeã brasileira de velocidade por equipes no Brasileiro de Pista, campeã da prova de Estrada do Paranaense e campeã da prova de Estrada dos Jogos Abertos do Paraná.
Gabriela foi terceira colocada no Brasileiro de Estrada, vice-campeã brasileira de Perseguição por equipes no Brasileiro de Pista e representou o Brasil no Pan Júnior, na Colômbia.

Além delas, o ciclismo de Pota Grossa teve Emanuelle Viximiczen: terceira colocada no Brasileiro de Estrada (prova contra relógio individual), campeã paranaense de contra relógio, medalhista nos Jogos da Juventude do Paraná.
Ponta-grossenses olímpicos
Menção honrosa em 2021 a dois ponta-grossenses que conquistaram medalhas nas Olimpíadas: o zagueiro Bruno Fuchs, do futebol, e a oposta Natália, do vôlei.

Bruno tem raízes no futsal da cidade, mas aos 10 anos foi aprovado em processo de seleção do Internacional (RS). O clube gaúcho é o seu formador. Atualmente está no CSKA, da Rússia. Participou da campanha de ouro da Seleção no futebol.
Já Natália nasceu em Ponta Grossa, mas ainda recém-nascida foi com a família para Joaçaba (SC). Uma das mais experientes da Seleção de vôlei, ela esteve na campanha de prata em Tóquio.
