Região de PG lidera índice de casa própria no Paraná


Por Danilo Kossoski
Vista aérea de Ponta Grossa, com destaque à Catedral

Tempo sem chuvas em Ponta Grossa nesta terça. Foto: PMPG/Divulgação

Vista aérea de Ponta Grossa, com destaque à Catedral
Tempo sem chuvas em Ponta Grossa nesta terça. Foto: PMPG/Divulgação

A Região de Ponta Grossa se destaca no cenário paranaense por apresentar o maior índice de domicílios classificados como próprios em todo o estado. É o que aponta a PAD-PR (Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná).

A pesquisa mapeou características em 70 mil domicílios, utilizando as Regiões Geográficas Intermediárias como estratos para a coleta de dados, sendo a de Ponta Grossa composta por 3 Regiões Imediatas e 26 municípios.


O levantamento sugere que a área de Ponta Grossa tem 75,1% do total de seus domicílios classificados como “casas próprias”. Este percentual é o maior entre todas as Regiões Geográficas Intermediárias analisadas pelo estudo.

Casa própria x aluguel

O índice de casa própria na região de Ponta Grossa supera também a média estadual. O Paraná, em geral, possui 66,7% de domicílios próprios.

Consequentemente, a região também registra o menor percentual de imóveis alugados, com apenas 17,3% dos domicílios nesta condição. O índice de aluguel em Ponta Grossa é significativamente menor que a média paranaense, que é de 25,5%.

A região com o segundo maior índice de domicílios próprios é Guarapuava, com 74,3%, enquanto as Regiões Intermediárias de Curitiba (68,2%), Cascavel (64,2%), Londrina (63,9%) e Maringá (63,8%) apresentam índices inferiores.

Urbano X Rural

A predominância de domicílios próprios na região de Ponta Grossa é mantida tanto nas áreas urbanas quanto rurais. A análise detalhada da Condição de Ocupação do Domicílio revela que, especificamente na área urbana 74,1% dos domicílios são próprios, o maior índice entre as áreas urbanas do estado.

Na área rural, o índice de domicílios próprios é ainda mais elevado, atingindo 80,8%, embora atrás das regiões de Curitiba (84,2%) e Guarapuava (84,7).

Gestão pública

O secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, destacou que o estudo será uma ferramenta central para orientar investimentos e políticas públicas. O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, afirmou que o detalhamento inédito permitirá decisões mais rápidas e assertivas, especialmente em áreas como habitação, educação, saúde e desenvolvimento urbano. * Com Agência Estadual de Notícias

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