PRF detalha acidente entre caminhões em Ponta Grossa; IAT avalia dano ambiental


Por Edilene Santos
Óleo vegetal vazou de caminhão e atingiu córrego às margens da Br-376

Óleo vegetal vazou de caminhão e atingiu córrego às margens da BR-376 / Fotos: Divulgação/PRF

Óleo vegetal vazou de caminhão e atingiu córrego às margens da Br-376
Óleo vegetal vazou de caminhão e atingiu córrego às margens da BR-376 / Fotos: Divulgação/PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou um relatório, na noite desta terça-feira (3), sobre o acidente entre dois caminhões registrado no fim da manhã em Ponta Grossa. A colisão envolveu duas carretas e ocorreu no quilômetro 502 da BR-376.

De acordo com a PRF, uma carreta Scania, com placas de Santana do Itararé, carregada com óleo vegetal, seguia no sentido Curitiba – Ponta Grossa quando um dos pneus dianteiros estourou.

Com a perda de controle da direção, o veículo invadiu a pista contrária e colidiu lateralmente com uma carreta Volvo, com placas de São Paulo (SP), que trafegava no sentido Ponta Grossa – Curitiba. Após a colisão, a Scania tombou no canteiro central da rodovia.

Parte da carga, identificada como lisogoma, espalhou-se pela pista no sentido sul e atingiu um córrego localizado às margens da rodovia. Já a carreta Volvo perdeu o controle, invadiu a pista contrária e colidiu contra a defensa metálica, onde permaneceu imobilizada, atravessada na via.

Segundo a polícia, o condutor da Scania, de 70 anos, sofreu ferimentos leves. Ele realizou o teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool, e foi liberado no local. O motorista do Volvo, de 57 anos, teve fraturas nas pernas e foi encaminhado pela concessionária PRvias para uma unidade hospitalar em Ponta Grossa.

Causa do acidente

De acordo com a análise preliminar, “o fator determinante do acidente foi a perda de controle da direção da Scania após o estouro do pneu dianteiro esquerdo”. Apesar disso, foi constatado que todos os pneus do veículo, inclusive o que estourou, encontravam-se em bom estado de conservação e eram novos.

Contaminação

Após o atendimento às vítimas, a principal preocupação passou a ser o possível dano ambiental causado pelo derramamento da carga no córrego. Equipes do Instituto Água e Terra (IAT) e da Defesa Civil de Ponta Grossa estiveram no local para avaliação da situação e adoção das medidas cabíveis.

Nesta quarta (4) o IAT irá divulgar um relatório mais aprofundado sobre a situação, já que a substância atingiu o rio.

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