Prefeita alega custos para vetar mudança de nome de rua


Por Matheus Dias
Travessa Teixeira MAcedo veto em mudança de nome de rua prefeitura de ponta grossa

Travessa Teixeira Macedo, objeto do veto. Foto: reprodução/Google Street View.

Travessa Teixeira MAcedo veto em mudança de nome de rua prefeitura de ponta grossa
Travessa Teixeira Macedo, objeto do veto. Foto: reprodução/Google Street View.

A prefeita Elizabeth Silveira Schmidt vetou integralmente a Lei Municipal nº 15.972, que previa a mudança do nome da Travessa Teixeira de Macedo, no bairro Olarias, para Travessa Irineu Duda. As razões do veto foram publicadas na edição desta quinta-feira (23) do Diário Oficial do Município.

A proposta, originada na Câmara Municipal, estabelecia a nova denominação para o trecho localizado entre as ruas Aviador Frare Batista e Professora Judith Macedo Silveira. No entanto, o Executivo entendeu que a medida é ilegal e contrária ao interesse público.

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Segundo a justificativa apresentada pela Prefeitura, a alteração causaria impactos administrativos e financeiros aos moradores da via. Isso porque a denominação “Travessa Teixeira de Macedo” já está consolidada pelo uso da comunidade há muitos anos e é utilizada em registros de imóveis, cadastros de órgãos públicos, concessionárias de serviços e pelos Correios.

De acordo com o documento, uma eventual mudança exigiria a atualização de matrículas imobiliárias e demais documentos vinculados aos imóveis do local, gerando custos aos proprietários. O Executivo também cita que há empreendimentos registrados oficialmente com o atual endereço, como o Edifício Dona Luzia.

Outro argumento apresentado é que a proposta contraria o artigo 35 da Lei Municipal nº 4.758/1992, que veda a alteração de nomes de ruas. Para a Prefeitura, a regra também deve ser aplicada a vias cuja nomenclatura, mesmo sem ato oficial específico, já esteja consolidada pelo uso, em respeito aos princípios da segurança jurídica e da proteção à confiança dos moradores.

No texto do veto, a prefeita ressalta não haver objeção à homenagem ao cidadão Irineu Duda, mas afirma que a mudança deveria ter sido acompanhada pela anuência dos moradores da travessa, documento que não constou no projeto aprovado pelo Legislativo.

A Prefeitura também defende que a homenagem poderá ser concedida em outra oportunidade, sem provocar transtornos à comunidade local.

Agora, o veto será analisado pela Câmara Municipal, que poderá mantê-lo ou derrubá-lo em votação pelos vereadores.

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