03 de junho de 2026

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Porto Seco em PG: estudo de viabilidade é apresentado à Receita Federal


Por Cícero Goytacaz Publicado 12/09/2025 às 20h31 Atualizado 25/02/2026 às 14h57
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Reunião marcou a entrega do Estudo de Viabilidade do Porto Seco em PG nesta sexta (12).
Reunião marcou a entrega do Estudo de Viabilidade do Porto Seco em PG nesta sexta (12). Foto: José Aldinan/DC

Nesta sexta-feira (12), foi apresentado à Receita Federal de Ponta Grossa um Estudo de Viabilidade para a instalação do Porto Seco no município. O estudo foi elaborado pelo SEBRAE, patrocinado pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), junto à Prefeitura de PG, ao Conselho de Desenvolvimento Economico (CDEPG) e ao Sistema FIEP. O Porto Seco poderá ser um importante salto logístico para Ponta Grossa, uma vez que a interiorização dos portos secos desafoga as regiões de portos marítimos, evitando, por exemplo, o congestionamento de cargas e veículos de transporte.

O que é um Porto Seco?

O Porto Seco é um terminal alfandegado de uso público, que opera com importações e exportações. Além de interiorizar operações, esses terminais têm como objetivos reduzir custos logísticos e agilizar os trâmites aduaneiros.

Além de sua localização estratégica, por estar inserida no principal entroncamento rodoferroviário do Sul do Brasil, Ponta Grossa é considerada o maior parque industrial do interior do Paraná. O setor industrial teve participação fundamental no crescimento do Valor Adicionado Fiscal (VAF) de PG, que cresceu 233,6% entre 2014 e 2024, atingindo R$ 21,78 bilhões.

Benefícios e impacto econômico em PG e região

Os benefícios regionais e os impactos da instalação de um Porto Seco para a economia de Ponta Grossa incluem o atendimento às necessidades das empresas da região e o estímulo a novos investimentos industriais. Além disso, poderá impulsionar a arrecadação tributária, com a instalação de novos restaurantes, hotéis, agências bancárias, entre outros serviços.

“Recebemos o estudo de viabilidade técnica, com todos os pontos que a legislação determina como necessários para que o nosso superintendente da 9ª Região Fiscal da Receita Federal, em Curitiba, a autoridade com competência legal para apreciar esse pedido, possa acatá-lo e determinar o seu deferimento, assim como a instauração de um processo licitatório, para os operadores interessados em instalar esse recinto alfandegado”, detalhou o Delegado Dr. Remy Deiab Junior. “[Um Porto Seco em PG] traria maior geração de emprego, renda, arrecadação e fomentaria ainda mais o potencial de investimento, que já é elevadíssimo em nossa região”, enalteceu.

Em 2025, a arrecadação da Receita Federal de Ponta Grossa superou R$ 6,3 bilhões (leia mais no DC), registrando um crescimento de 7,76% em comparação ao período de 2024 (entre janeiro e julho).

Demanda empresarial e pesquisa de campo

Empresas de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais reforçam a demanda por um terminal alfandegado. O CDEPG realizou uma pesquisa, entre maio e junho deste ano, com 11 empresas. 82% delas afirmaram importar produtos e 91% responderam que exportam regularmente. Todas indicaram que o Porto Seco em PG será útil para suas operações.

Em 2024, as exportações de Ponta Grossa superaram a marca de US$ 1,5 bilhões, enquanto que as importações superaram US$ 924,9 milhões. O total das transações internacionais realizadas por empresas instaladas em PG ultrapassou o valor de US$ 2,4 bilhões, conforme dados obtidos junto ao Comex Stat (2025).

Próximos passos

Com a entrega preliminar do estudo, a solicitação será formalizada pela Prefeitura de Ponta Grossa, à Receita Federal. “Após a entrega preliminar, a Prefeita Elizabeth vai entregar a solicitação formal do município para a instalação à Receita, que abrirá o processo de análise interna. Devemos apresentar esses dados à superintendência da RF em breve. Se aprovado pela RF, teremos o início do processo de licitação do Porto Seco, onde as empresas interessadas irão se apresentar: hoje há pelo menos três interessados”, explicou o coordenador regional do FIEP, Rafael Issa Rickli.

Presenças

A entrega preliminar do Estudo de Viabilidade do Porto Seco à Receita Federal aconteceu na Delegacia da Receita de Ponta Grossa, com o Delegado Dr. Remy Deiab Junior. Dentre as presenças, estiveram a prefeita Elizabeth Schmidt, a secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Faynara Merege, o coordenador do FIEP nos Campos Gerais, Rafael Issa Rickli, além dos membros da diretoria da ACIPG Leonardo Puppi Bernardi, Wilson Souza de Oliveira, Ricardo Pimenta, e representantes do Sebrae.

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.