Porto Seco em PG: estudo de viabilidade é apresentado à Receita Federal

Nesta sexta-feira (12), foi apresentado à Receita Federal de Ponta Grossa um Estudo de Viabilidade para a instalação do Porto Seco no município. O estudo foi elaborado pelo SEBRAE, patrocinado pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), junto à Prefeitura de PG, ao Conselho de Desenvolvimento Economico (CDEPG) e ao Sistema FIEP. O Porto Seco poderá ser um importante salto logístico para Ponta Grossa, uma vez que a interiorização dos portos secos desafoga as regiões de portos marítimos, evitando, por exemplo, o congestionamento de cargas e veículos de transporte.
O que é um Porto Seco?
O Porto Seco é um terminal alfandegado de uso público, que opera com importações e exportações. Além de interiorizar operações, esses terminais têm como objetivos reduzir custos logísticos e agilizar os trâmites aduaneiros.
Além de sua localização estratégica, por estar inserida no principal entroncamento rodoferroviário do Sul do Brasil, Ponta Grossa é considerada o maior parque industrial do interior do Paraná. O setor industrial teve participação fundamental no crescimento do Valor Adicionado Fiscal (VAF) de PG, que cresceu 233,6% entre 2014 e 2024, atingindo R$ 21,78 bilhões.
Benefícios e impacto econômico em PG e região
Os benefícios regionais e os impactos da instalação de um Porto Seco para a economia de Ponta Grossa incluem o atendimento às necessidades das empresas da região e o estímulo a novos investimentos industriais. Além disso, poderá impulsionar a arrecadação tributária, com a instalação de novos restaurantes, hotéis, agências bancárias, entre outros serviços.
“Recebemos o estudo de viabilidade técnica, com todos os pontos que a legislação determina como necessários para que o nosso superintendente da 9ª Região Fiscal da Receita Federal, em Curitiba, a autoridade com competência legal para apreciar esse pedido, possa acatá-lo e determinar o seu deferimento, assim como a instauração de um processo licitatório, para os operadores interessados em instalar esse recinto alfandegado”, detalhou o Delegado Dr. Remy Deiab Junior. “[Um Porto Seco em PG] traria maior geração de emprego, renda, arrecadação e fomentaria ainda mais o potencial de investimento, que já é elevadíssimo em nossa região”, enalteceu.
Em 2025, a arrecadação da Receita Federal de Ponta Grossa superou R$ 6,3 bilhões (leia mais no DC), registrando um crescimento de 7,76% em comparação ao período de 2024 (entre janeiro e julho).
Demanda empresarial e pesquisa de campo
Empresas de Ponta Grossa e região dos Campos Gerais reforçam a demanda por um terminal alfandegado. O CDEPG realizou uma pesquisa, entre maio e junho deste ano, com 11 empresas. 82% delas afirmaram importar produtos e 91% responderam que exportam regularmente. Todas indicaram que o Porto Seco em PG será útil para suas operações.
Em 2024, as exportações de Ponta Grossa superaram a marca de US$ 1,5 bilhões, enquanto que as importações superaram US$ 924,9 milhões. O total das transações internacionais realizadas por empresas instaladas em PG ultrapassou o valor de US$ 2,4 bilhões, conforme dados obtidos junto ao Comex Stat (2025).
Próximos passos
Com a entrega preliminar do estudo, a solicitação será formalizada pela Prefeitura de Ponta Grossa, à Receita Federal. “Após a entrega preliminar, a Prefeita Elizabeth vai entregar a solicitação formal do município para a instalação à Receita, que abrirá o processo de análise interna. Devemos apresentar esses dados à superintendência da RF em breve. Se aprovado pela RF, teremos o início do processo de licitação do Porto Seco, onde as empresas interessadas irão se apresentar: hoje há pelo menos três interessados”, explicou o coordenador regional do FIEP, Rafael Issa Rickli.
Presenças
A entrega preliminar do Estudo de Viabilidade do Porto Seco à Receita Federal aconteceu na Delegacia da Receita de Ponta Grossa, com o Delegado Dr. Remy Deiab Junior. Dentre as presenças, estiveram a prefeita Elizabeth Schmidt, a secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Faynara Merege, o coordenador do FIEP nos Campos Gerais, Rafael Issa Rickli, além dos membros da diretoria da ACIPG Leonardo Puppi Bernardi, Wilson Souza de Oliveira, Ricardo Pimenta, e representantes do Sebrae.

