Ponta Grossa terá ação de combate ao trabalho infantil nesta sexta-feira

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, por meio da Fundação de Assistência Social (FASPG), realiza nesta sexta-feira (12) uma ação especial de combate ao trabalho infantil no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Candinha, no Residencial Costa Rica. A data marca o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, e o local foi escolhido por concentrar os maiores índices da prática no município.
O evento, aberto à comunidade e gratuito, ocorre das 13h30 às 16h e vai reunir famílias, crianças e adolescentes em atividades lúdicas e informativas, distribuição de lanche e espaço de acolhida. Equipes do CRAS e parceiros da rede socioassistencial estarão presentes para orientar sobre serviços disponíveis, direitos garantidos em lei e os caminhos para denúncia e acompanhamento de situações de vulnerabilidade.
“O trabalho infantil priva crianças e adolescentes do seu direito fundamental à infância, à educação e ao desenvolvimento saudável. Esta ação é um momento de escuta, de acolhida e de informação para as famílias, porque sabemos que a prevenção começa no território, junto à comunidade”, afirma a presidente da FASPG, Tatyana Belo.
Dados do município
Entre 2023 e 2025, o Serviço Especializado de Abordagem Social para Crianças e Adolescentes da FASPG identificou e incluiu em acompanhamento 95 casos de trabalho infantil. Desses, 16 seguem em acompanhamento ativo. Os demais foram encerrados após a cessação das violações identificadas. No mesmo período, o serviço recebeu 372 denúncias por telefone.
Do total de casos registrados, 67,4% são do sexo masculino. Por faixa etária, adolescentes entre 13 e 17 anos representam 50,53% dos casos. Geograficamente, o bairro Neves concentra o maior número de ocorrências — 37% do total —, seguido pelos bairros Cará-Cará, Uvaranas e Olarias.
O acompanhamento é feito de forma integrada com os CRAS, CREAS e o Conselho Tutelar.
Esmolas alimentam o ciclo de exploração
Além da ação, a FASPG tem intensificado a distribuição de material informativo em pontos estratégicos da cidade, alertando a população sobre os efeitos negativos de oferecer esmolas a crianças e adolescentes nas ruas.
“Quando a população oferece esmolas, mesmo com a intenção genuína de ajudar, acaba alimentando o ciclo de exploração”, reforça Tatyana Belo. A orientação da fundação é que, ao identificar crianças ou adolescentes nessa situação, o correto é acionar o Serviço Especializado de Abordagem Social, pelo WhatsApp ou telefone, no número (42) 98882-5514.
Vale destacar que crianças e adolescentes que utilizem o espaço público para a venda de produtos — como doces — são caracterizados como vítimas de trabalho infantil, o que difere de situação de rua. O uso da rua para fins de trabalho constitui violação de direitos e é objeto de intervenção direta do serviço.
“Nossa equipe está preparada para acolher essas crianças e conectá-las aos serviços de assistência social. Os encaminhamentos incluem participação em cursos profissionalizantes, Programa Jovem Aprendiz, retorno à escola e outros serviços para garantir a proteção integral e a reintegração social”, ressalta a presidente. (Das assessorias)
SERVIÇO
Ação de Combate ao Trabalho Infantil
Data: 12 de junho (sexta-feira)
Horário: 13h30 às 16h
Local: CRAS Candinha (Residencial Costa Rica)
Entrada: Gratuita e aberta à comunidade
Denúncias: (42) 98882-5514 (WhatsApp ou telefone)

