06 de junho de 2026

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Ponta Grossa 198 anos: Esporte fez e promete novas histórias


Por Felipe Liedmann Publicado 15/09/2021 às 13h00 Atualizado 21/02/2026 às 08h16
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Mayr Facci, falecido em 2015

É difícil falar na história esportiva de Ponta Grossa e não fazer ligação com os tempos áureos do basquetebol. Foi em solo ponta-grossense que a modalidade viu frutificar nomes de peso. O principal deles, talvez, Mayr Facci. Apesar de ter nascido em Catanduva, Mayr escolheu Ponta Grossa como moradia.

O ‘mão de gato’ participou pela Seleção Brasileira de duas Olimpíadas (1952 e 1956), do Campeonato Mundial de 1954, do Pan de 1955 e da Liga Sul-Americana em quatro oportunidades. O histórico jogador acumulou oito títulos paranaenses. Aos 87 anos, em 2015, ele faleceu.

Importância semelhante no basquete princesino tem Siboney Guzzo Pedroso. A ex-atleta atuou pela Seleção e é defensora do esporte feminino. Cabe a ela coordenar a equipe de veteranas de Ponta Grossa (VBPG).

“Depois da primeira participação no Clube Curitibano, no ano seguinte já mais organizadas, conseguimos uma série de quatro vitórias seguidas, em torneios realizados em Curitiba, Irati e Foz do Iguaçu”, relembra Siboney, que tem em Ponta Grossa um torneio que leva seu nome. Foi ela quem acendeu a Pira Olímpica no Parque Ambiental na passagem da tocha pela cidade em 2016.

Mayr e Siboney são exemplos para a nova geração, que tem em Taissa Queiroz um alicerce. A menina de 15 anos, nascida em Minas Gerais, mas formada em PG, é integrante das categorias de base da Seleção Brasileira de Basquete. Há duas semanas integrou o quinteto ideal da Copa América Sub-16.

“O mérito de ser ‘All Star Five’ na competição, além do meu como atleta que se esforça e que ama o que faz, é também de meus pais e minha irmã, que me apoiam muito, é da comissão técnica que confiou em mim e das meninas que contribuíram dentro da quadra”, declarou a cria ponta-grossense.

Olímpicos

O ciclismo já representou Ponta Grossa em Olimpíadas. Antônio Carlos Silvestre, que está com 60 anos de idade, participou dos Jogos de 1980 e 1988, em Moscou e Seul, respectivamente. Começou na modalidade aos 15 anos e tomou gosto. Dois anos depois foi aprovado em seletiva no estado de São Paulo. De lá engrenou para representar o país.

Antônio Silvestre mora atualmente nos Estados Unidos, mas deixou sementes nos Campos Gerais. As jovens Talita Oliveira e Gabriela Costa, integrantes da Liga de Ciclismo local, estão na Bélgica – um dos principais palcos internacionais da modalidade. Lá vivenciam a rotina das principais ciclistas do mundo com intensidade de competições. Talita, por exemplo, é campeã nacional e não esconde o sonho olímpico para 2024 ou 2028.

Quem esteve lá foi o atirador paralímpico Carlos Garletti. O oftalmologista ponta-grossense esteve em Pequim (2008), Londres (2012) e Rio de Janeiro (2016). Foi medalhista no Parapan e acumula conquistas no Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo.

Formação

Ponta Grossa se consolidou esportivamente pela força escolar. Era comum instituições particulares oferecerem bolsas de estudo a alunos com destaque em competições municipais e estaduais. A participação de professores que também são treinadores fomentou a base.

Equipe de futsal do Colégio Sant’Ana. Foto: Arquivo Pessoal/Cláudio Schleder

No futsal, Claudio Schleder (Leitão), Geraldo Machado (Gegê), Joslei Fabiano, China e Wilson Bian Júnior são alguns dos nomes que participaram da formação de equipes locais. Por esta base passaram jogadores como o zagueiro Bruno Fuchs, os meias Pedrinho e Zé Rafael e os atacantes Carlinhos e Lucas Batatinha.

No basquete, Carminha, Ben Hur e Jackson Silva são personagens fundamentais. No vôlei, Dalmo Souza, que nos últimos anos constrói história de superação, conduziu equipes de Ponta Grossa a conquistas fora do estado.

Famílias

O berço também conduz a paixão pelo esporte em PG. Brenda Garret, destaque nacional e internacional, herdou do pai Anderson e da mãe Dyene o gosto pelo caratê. A jovem alçou voos na modalidade e integra a Seleção Brasileira. Anderson, além de pai e incentivador, é treinador da atleta de 18 anos.

Anderson e Brenda Garret. Foto: Divulgação/SEED

Também nas artes marciais está o sangue da Família Zenidim. O experiente lutador de MMA Paulão Bueno colocou os filhos Ranieri, Rickson, Riran e Raykon para suar nos octógonos. Oriundos do Núcleo 31 de Março, eles permanecem representando a cidade, o estado e o país em eventos internacionais.

Especialistas destacam mais nomes e modalidades

Em um material com tantos nomes de relevância, existe a chance de alguns ‘passarem em branco’. Então a reportagem consultou os jornalistas Danilo Kravchychyn e Sebastião Neto, especializados na área esportiva, para citarem outros personagens que protagonizaram boas histórias para Ponta Grossa.

Estão na lista Attilio Motti (tiro esportivo), Celso Fink (basquete), Gentil Custódio Melo (atletismo), Gi Portes (futsal), Lisa (futebol), Maurício Knapp (ciclismo), Osvaldo de Jesus Ferreira (atletismo), Rúbia Andrade Aguiar (basquete), Verônica Balsano (natação), Vitório Chemin (xadrez) e Wanessa Zavolski (atletismo).

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