
Na semana do orgulho autista, comemorado no dia 18, contar a história de como a Equoterapia pode mudar a vida de pacientes. Trata-se de uma criança que iniciou os atendimentos no Projeto de Equoterapia do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) aos 6 anos de idade. Diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela apresentava dificuldades no desenvolvimento da escrita, especialmente pela pouca firmeza nas mãos para segurar o lápis e realizar traçados.
A partir daí, uma nova história começou a ser “escrita”. Em poucos meses de acompanhamento, uma das principais evoluções foi justamente na coordenação motora fina, refletida diretamente na melhora dos traçados.
Crianças com TEA frequentemente enfrentam desafios relacionados à coordenação motora fina, à postura e à resistência física. Nesse cenário, a equoterapia se destaca como uma abordagem terapêutica altamente eficaz, promovendo avanços motores, sensoriais e cognitivos por meio da interação com o cavalo.
Contribuições
Segundo as informações divulgadas pela PM, o movimento tridimensional do cavalo estimula o fortalecimento do core — musculatura abdominal, lombar, pélvica e dos quadris — de forma natural, dinâmica e lúdica. A cada passo do cavalo, a criança precisa realizar ajustes posturais constantes, ativando essa musculatura profunda, promovendo equilíbrio, força, coordenação e controle corporal.
Essas habilidades são essenciais para o ato de escrever. Um core fortalecido permite que a criança mantenha uma postura adequada durante a escrita, reduzindo inclinações ou movimentos compensatórios que dificultam o traçado das letras. Com o tronco estável, os braços e as mãos ganham maior precisão e controle, resultando em uma escrita mais organizada, legível e eficiente.
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*Com informações das assessorias
