
A Prefeitura de Ponta Grossa, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), promoveu nesta quinta-feira (27) um mutirão de prevenção ao escorpião-amarelo. A ação se concentrou na Vila Cipa, onde há mais casos de presença do animal. Neste ano, o município registrou 158 incidentes com escorpiões. Em 2024, foram 265. Não houve mortes.
Cerca de 30 profissionais participaram da força-tarefa, incluindo agentes de combate às endemias, equipes do Centro de Controle de Zoonoses, da 3ª Regional de Saúde e integrantes da equipe de Vigilância em Saúde. Os trabalhadores percorreram as ruas da região, reforçando a necessidade de eliminar possíveis abrigos do animal, sobretudo por meio da remoção de lixo, entulhos e materiais descartados de forma inadequada.
Durante o mutirão, quintais e áreas externas foram vistoriados para identificar focos de proliferação, como acúmulo de resíduos e objetos que possam servir de abrigo. Os agentes também orientaram a comunidade sobre cuidados diários, como manter os ambientes limpos e organizados e verificar roupas, calçados, lençóis e toalhas antes do uso.
Participação dos moradores
“Precisamos da participação efetiva da comunidade. O combate ao escorpião-amarelo começa nos quintais e depende da união entre poder público e moradores. Ao autorizar a entrada das equipes e seguir as orientações, a população se torna parte essencial nessa frente de cuidado coletivo”, afirmou Cleiber Flores, diretor de Vigilância em Saúde da FMS.
Considerado o escorpião mais perigoso do país devido ao veneno potente e à capacidade de adaptação ao ambiente urbano, o escorpião-amarelo exige ações contínuas de prevenção. Segundo Leandro Inglês, coordenador do Centro de Zoonoses, inseticidas domésticos não são eficazes contra o animal e podem até aumentar o risco ao fazê-lo abandonar seus abrigos. “Reforçamos a importância da prevenção justamente porque o uso inadequado de inseticidas pode gerar ainda mais perigo”, explicou.
Orientações em caso de acidente
Em caso de picada, a recomendação é lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna e buscar imediatamente atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Crianças e idosos necessitam de atenção redobrada devido à maior vulnerabilidade.
A captura do animal só deve ser realizada se houver total segurança, utilizando pote de vidro ou recipiente adequado. Para orientações ou solicitações de vistoria, os moradores podem entrar em contato com o Centro de Zoonoses pelo WhatsApp (42) 98402-7127.
Todas as ocorrências registradas na Vila Cipa foram atendidas pela Prefeitura, e todos os animais encontrados foram recolhidos. Até o momento, não há registro de ataques no bairro.
*Com Assessorias
