05 de junho de 2026

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PG é líder em áreas de risco para exploração sexual infantil no Paraná


Por Edilene Santos Publicado 14/11/2024 às 18h49 Atualizado 25/02/2026 às 22h45
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Foto da Avenida Souza Naves, no Bairro Chapada, em Ponta Grossa
Avenida Souza Naves (BR-373) / Foto: José Aldinan/Arquivo DC

O projeto Mapear 2023/2024, realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a organização internacional Childhood Brasil, mostra que Ponta Grossa possui 34 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes. É a cidade do Paraná com mais locais vulneráveis; na sequência aparecem Rio Negro, no Sul do Estado, com 27 pontos, e Guarapuava, com 20.

A maior parte desses 34 pontos fica na BR-373 – em especial a Avenida Souza Naves – e na Avenida Presidente Kennedy, perímetro urbano da BR-376. Na BR-373, foram identificados 22 lugares, enquanto na BR-376 foram 12.

As estatísticas incluem, entre outros lugares, estabelecimentos comerciais, hotéis, motéis e postos de combustíveis às margens das estradas. O último levantamento aponta que, em Ponta Grossa, os postos de combustíveis são os de maior risco (17).

A cartilha do projeto Mapear reúne quatro níveis de risco: baixo, médio, alto e crítico. Em Ponta Grossa, 38,2% dos locais apresentam risco médio de abuso infantil; outros 35,3% são considerados de baixo risco; 17,6% são de risco alto e 8,8% são de risco crítico.

Mapa como ferramenta de combate ao crime

O chefe substituto da Delegacia PRF em Ponta Grossa, inspetor Carlos Ricardo Vettorazzi, explica que o projeto Mapear existe desde de 2003, com o objetivo de levantar todos os pontos vulneráveis para ocorrência de exploração sexual infantil nas rodovias federais. “Não necessariamente esses pontos são de efetiva exploração. Esses pontos mapeados são um instrumento para a que a gestão da PRF consiga criar um nível de criticidade e fazer uma análise minuciosa para serem tomadas ações em relação a esse tipo de crime”, explica.

Quando são observados pontos mais críticos, explica Vettorazzi, “há aumento de fiscalização e presença policial mais contundente”. Dependendo dos casos, a PRF comunica órgãos como Ministério Público, Prefeitura e concessionárias para tomar providências em relação ao local identificado.

Para ele, o alto número de pontos identificados em Ponta Grossa não chega a preocupar a polícia rodoviária. “O importante é que a PRF não deixe de monitorar esses pontos”, finaliza o inspetor.

Paraná e Brasil

Em todo o Paraná, a PRF identificou, no último mapeamento divulgado no fim de outubro, 483 pontos vulneráveis à exploração sexual infantil. No Brasil, foram listados 17.687 locais.

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