
O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) em Ponta Grossa segue em expansão e reflete o dinamismo do setor de pequenos negócios na cidade. Dados recentes mostram que o município conta atualmente com 28.382 MEIs ativos, o que representa um aumento de 112,2% em relação ao ano de 2020.
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Somente em 2025, foram 7.467 novos registros de microempreendedores, enquanto 3.972 empresas foram encerradas no mesmo período. Apesar das baixas, o saldo de 3.495 novos MEIs indica que o empreendedorismo individual continua crescendo de forma significativa na região.
Os Microempreendedores Individuais podem faturar até R$ 81 mil por ano, com a possibilidade de contratar um funcionário e realizar a contribuição previdenciária por meio do Simples Nacional. Milhares de atividades profissionais podem ser realizadas por estes empreendedores, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
Contudo, há diversas atividades que não podem ser desempenhadas por MEIs, em especial as regulamentadas por conselho próprio, tais como psicólogos, advogados, médicos, engenheiros, arquitetos e outros. Neste caso, pode-se atender como pessoa física ou criar uma empresa, propriamente dita.
O que levou o MEI a crescer?
Segundo a consultora do Sebrae, Erica Aline Pinheiro, diversos fatores levaram ao crescimento da modalidade em PG e também no Brasil: desemprego e precarização, queda na renda formal, crescimento de serviços de delivery e logística são alguns dos aspectos que interferem nesta equação.
Além da “pejotização” causada pela alteração da legislação trabalhista, a consultora também destaca as qualidades do MEI. “O programa MEI, criado em 2008, é um sucesso porque é genuinamente simples e vantajoso para quem está na base da pirâmide empresarial. Facilidade Extrema de Abertura: É possível abrir um MEI gratuitamente, online, em poucos minutos, sem burocracia”, diz.
Por que ser MEI?
Regularizar a atividade que realiza é um dos principais motivos que levam profissionais a abrir seu Microempreendimento Individual. O marceneiro Gino Stori, por exemplo, realizava outra atividade antes de abrir seu MEI em 2023: “aprendi a gostar da marcenaria como hobby, que depois transformei em profissão. Decidi ser MEI para ter a minha profissão regularizada, com os direitos e deveres. Pelo MEI posso emitir nota fiscal, contribuir com o INSS e outros benefícios”, relata. Ele pretende multiplicar seus saberes e criar um curso para marceneiros iniciantes.
O produtor de eventos Higor Franco, que também atua em outros ramos, destacou a previdência e as oportunidades de trabalho. “Abri o MEI para poder emitir notas fiscais dos serviços de sonorização que presto. Me ajuda também por estar contribuindo com o INSS e ter algum amparo em caso de algum acidente de trabalho. Além de abrir oportunidades de trabalho, pois cada vez mais empresas têm optado por essa modalidade de contratação”, conclui.
