03 de junho de 2026

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Pesquisador da UEPG, top 100 em ranking mundial, desenvolve médodo inédito


Por Assessorias Publicado 07/05/2025 às 14h59 Atualizado 25/02/2026 às 18h41
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Fotos: Divulgação/Jéssica Natal/UEPG

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) é referência mundial na área de preservação e fertilização do solo. O professor Eduardo Fávero Caires é autor de método inédito, que calcula aplicação de gesso para maior absorção da água e enraizamento de plantas.

Dentre os reconhecimentos por este e outros trabalhos, em abril deste ano o docente atingiu a 53° posição brasileira no Ranking of Best Scientists in the field of Plant Science and Agronomy, sendo o 2° melhor colocado do Paraná e top 100 no mundo.

Método inédito

Caires coordena o Laboratório de Fertilidade do Solo e é professor da Pós-Graduação em Agronomia e em Computação Aplicada. A metodologia é fruto de pesquisas desenvolvidas ao longo de 25 anos na UEPG, que busca o enraizamento de plantas em sistemas de plantio direto – método de cultivo que busca diminuir o impacto da agricultura e das máquinas agrícolas. “O plantio direto nasceu na nossa região e é hoje predominante no Brasil, que não tem revolvimento do solo”, destaca o docente.

Desde a década de 1990, Caires estuda técnicas para corrigir a acidez e proporcionar alta produtividade neste sistema de cultivo. O método oferece formas de quantificar doses de gesso para uso na agricultura. 

Gesso no plantio direto

Segundo o professor, o gesso é um mineral muito importante para promover o enraizamento, pois auxilia na melhor absorção de nutrientes. “O gesso contém cálcio, que facilitava o crescimento do sistema radicular das plantas”, acrescenta. A área de solos sempre teve lacunas sobre como realizar este cálculo de aplicação de gesso, segundo ele. “Então, usando algoritmos e dados que a gente tinha acumulado das nossas pesquisas, conseguimos desenvolver uma nova equação de cálculo de doses de gesso”.

Agricultura de precisão

Publicado em 2018, o método é utilizado em várias regiões do Brasil, por produtores e empresas de agricultura de precisão. “Eu acredito que pesquisas sobre gesso sejam um grande diferencial dos últimos anos, pois é um método que aproveita um subproduto da indústria de fertilizantes, e embora seja uma recomendação desenvolvida na nossa região, tem tido êxito em vários locais do Brasil”.

Contribuir para a agricultura de precisão, por meio da pesquisa, é um dos fatores que ocasionou a indicação ao Ranking, segundo o professor. “Por meio da nossa pesquisa, temos a oportunidade de viajar a várias regiões do Brasil, para dar palestras e treinamentos sobre este tema, então é uma metodologia que tem gerado resultados muito positivos”, completa. O artigo sobre o tema pode ser lido no link aqui.

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