PCPR detalha participação de suspeitos de execução por engano em PG

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu na manhã desta terça-feira (28) cinco mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão durante a investigação do homicídio do empresário Hugo Gabriel Moll e de uma tentativa de homicídio ocorridos em uma barbearia no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa no mês de junho.
Segundo a corporação, as investigações conduzidas pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial, com apoio da Polícia Militar, apontaram que Hugo foi morto por engano. O verdadeiro alvo da ação criminosa seria um homem supostamente ligado ao tráfico de drogas, que deixou o estabelecimento cerca de dez segundos antes da chegada da vítima.
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O crime ocorreu em 19 de junho de 2026, por volta das 16h15, em uma barbearia localizada na Avenida Pedro Wosgrau. Conforme a investigação, um atirador usando capacete vermelho, jaqueta azul e calça escura invadiu o local e efetuou disparos com uma pistola calibre 9 milímetros contra as pessoas que estavam no estabelecimento.
Hugo Gabriel Moll foi atingido na cabeça enquanto estava sentado na cadeira para cortar o cabelo e morreu ainda no local. Já o proprietário da barbearia foi baleado no tórax e socorrido com vida.
De acordo com o delegado Luís Gustavo Timossi, a apuração exigiu uma série de diligências e análises técnicas para reconstruir a dinâmica do crime.
“As apurações policiais demonstraram que as vítimas foram atingidas por engano. O verdadeiro alvo da ação criminosa era um terceiro indivíduo, envolvido com o tráfico de drogas, o qual deixou a barbearia apenas dez segundos antes da chegada de Hugo. O proprietário da barbearia acabou sendo atingido no tórax em uma aparente tentativa dos executores de eliminar testemunhas no local”, afirmou.
A investigação contou com o cruzamento de informações, análise de imagens captadas pelo sistema Muralha Digital, câmeras de monitoramento e laudos periciais.
Funções dos investigados
A PCPR também detalhou a participação dos suspeitos presos durante a operação. Conforme as investigações, um homem de 34 anos é apontado como o organizador da ação criminosa. Ele possui antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal.
Outro suspeito, de 24 anos, teria fornecido apoio logístico ao grupo e cedido a arma utilizada no crime. Segundo a polícia, ele possui registros criminais por homicídio, tráfico de drogas e receptação.
Já um terceiro investigado, de 27 anos, foi identificado como responsável pelo monitoramento do alvo e pela condução do veículo utilizado na fuga. Ele possui anotações por tráfico de drogas.
Sobre os outros dois suspeitos, de 25 e 19 anos, a Polícia Civil informou que há elementos que indicam participação no crime, porém suas funções ainda não serão divulgadas para não comprometer diligências complementares em andamento. A PCPR destacou que as investigações continuam com o objetivo de esclarecer completamente os fatos e responsabilizar todos os envolvidos perante a Justiça.

