Pauta do leitor: Morador reclama de falta de rede de esgoto em PG


Por Redação Diário dos Campos

Foto: José Aldinan/DC

Foto: José Aldinan/DC

Um morador da Rua Chavantes, no bairro Olarias, em Ponta Grossa, entrou em contato com o Diário dos Campos para relatar a dificuldade que enfrenta para obter acesso à rede de esgoto em sua residência. Apesar de estar em uma área regularizada, com matrícula no cartório e pagamento de impostos em dia, ele foi informado de que não há possibilidade de conexão com a rede pública.

“Eu comprei o terreno próximo do lago e vi que não tinha esgoto. Tentei conectar na rede mais próxima, mas me pediram R$ 5 mil para instalar. Depois, descobriram que não há caimento e agora dizem que eu preciso instalar uma fossa”, relata o Sidnei Stefanello. Ele destaca que todas as moradias da rua enfrentam o mesmo problema e ainda utilizam fossas sépticas por falta de infraestrutura adequada.

A situação causou indignação, principalmente porque a casa que está sendo construída no local tem alto valor de mercado. “Imagina fazer uma casa de R$ 1 milhão, R$ 1,5 milhão e ter que usar uma fossa”, reclama Stefanello. Diante da negativa da Sanepar, ele e sua família cogitam acionar a Justiça, mas reconhecem que processos contra a empresa costumam demorar e nem sempre resultam em soluções efetivas.

Sanepar diz que não há declividade suficiente

A Sanepar, responsável pelo saneamento na cidade, respondeu ao Diário dos Campos afirmando que, devido à topografia do local, o esgoto não pode seguir por gravidade até uma estação de tratamento. “Por isso o imóvel não pode ser atendido pela rede coletora de esgoto. A orientação da Sanepar é a instalação de fossa séptica, dentro dos padrões da ABNT”, informou a companhia.

A falta de rede de esgoto na área também pode afetar outros moradores da região, já que, sem um sistema adequado, aumenta o risco de contaminação do solo e lençóis freáticos, além de representar um retrocesso no saneamento urbano.

Prefeitura diz que buscará esclarecimentos

A prefeitura de Ponta Grossa, questionada pela reportagem, afirmou que entraria em contato com a Sanepar para buscar esclarecimentos sobre a situação. Ainda não há previsão de obras para a ampliação da rede de esgoto no bairro.

Enquanto isso, os moradores continuam sem acesso a um serviço essencial, mesmo estando dentro da área urbana e cumprindo todas as exigências legais para ocupação do terreno. “O mínimo que deveria ter é saneamento. Se fosse um terreno invadido, sem matrícula, tudo bem, mas não é o caso. Está tudo documentado e regularizado”, lamenta o Sidnei.

O Diário dos Campos seguirá acompanhando o caso.

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