Pacientes internados no HU-UEPG passam a ter atendimento educacional

No Dia Nacional da Educação (28/04), os Hospitais Universitários da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) celebram a implantação do Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar (Sareh), iniciativa inédita em Ponta Grossa. Em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed), o serviço oferece atendimento educacional a pacientes em idade escolar internados no HU e no Hospital Universitário Materno-Infantil (Humai).
A ação é resultado de um termo de cooperação entre a Seed, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). Segundo a diretora-geral dos HU-UEPG, Fabiana Postiglioni Mansani, o projeto fortalece o trabalho de humanização nos hospitais, beneficiando pacientes, familiares e servidores.
A Diretoria Acadêmica (DAC) coordena o Sareh nos HU-UEPG, sendo responsável por todo o processo de implementação do atendimento educacional, desde o contato inicial com a Seed até a ambientação das professoras nas unidades hospitalares.
Para Débora Melo Mazzo, coordenadora de projetos de pesquisa e extensão, o serviço é essencial para manter a continuidade da aprendizagem durante a hospitalização. “Além de auxiliar na recuperação, o Sareh reforça o papel dos HU como hospitais de ensino, integrando a educação básica ao ambiente hospitalar”, afirma.
Atendimento educacional
A pedagoga da Seed Márcia Ostrufka coordena o Sareh nos HU-UEPG. Ela conta que ao todo são três professoras em áreas diferentes que atendem os alunos: exatas, humanas e linguagens. A pedagoga relata que o projeto teve início em fevereiro deste ano e já foram atendidos mais de 70 alunos entre os dois hospitais da UEPG. No HU, os atendimentos são para adolescentes de 13 a 18 anos, enquanto o Humai atende crianças de 7 a 12 anos.






“Aqui no Humai, as mães ficam encantadas ao ver os alunos fazendo atividades com os professores. A demanda do hospital rege o dia e o horário dos professores. Quando a demanda é maior no HU, os professores se concentram aqui, e quando temos demanda em ambos os lugares, elas se dividem para atender”, garante Márcia.
Ela disse ainda que os atendimentos educacionais variam muito, já que alguns pacientes ficam poucos dias internados. Mas, mesmo assim, são atendidos com atividades mais simples e há o controle com relação ao encaminhamento de atestados. “Quando o aluno passa de três dias (de internamento) a coordenação pedagógica do Sareh entra em contato com a escola e fazemos todo o acompanhamento”.
Além dos benefícios para os alunos-pacientes, as famílias também aprovam as atividades. Rosângela Figurski Stukowski é de São João do Triunfo e o filho dela ficou três dias internado no HU após uma cirurgia. Para ela, o Sareh é muito positivo. “Ele não tem muito o que fazer no Hospital, fica muito tempo deitado. E com essas atividades escolares podem fazer algo útil e não esquecendo da escola, que é o lugar que mais gostam de frequentar”.
“Eu quero agradecer as professoras que ajudaram o Bernardo enquanto a gente estava no hospital. Elas iniciaram um projeto e foram muito úteis, pois ele recebeu atividades da escola elas ajudaram a resolver algumas dúvidas. Foi uma experiência ótima, mesmo em uma situação difícil, pois as professoras conversaram com o Bernardo e com as outras crianças, ajudando a minimizar o momento difícil. Só tenho que agradecer”, conta Tatiane Santos Oliveira, a mãe do pequeno Bernardo, que já recebeu alta do Humai, mas foi atendido pelo Sareh.
O próprio paciente ficou muito grato pela oportunidade de manter algumas atividades escolares durante o internamento. “Eu gostei muito das professoras do hospital, muito legais. Me ajudaram esse tantão de dias que eu fiquei no hospital, me ajudaram muito! Que Deus abençoe”, disse Bernardo.
