
Pela primeira vez, desde sua retomada, em 2008, a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa (OSPG) possui maioria dos seus músicos, residentes na cidade. Dos 59 integrantes, 38 (63%) moram em Ponta Grossa, fortalecendo a identidade cultural e artística da cidade, além de facilitar o desenvolvimento das atividades.
Um dos maiores desafios enfrentados pela OSPG, desde que foi retomada, era a seleção de músicos. O alto nível técnico exigido nos testes seletivos fazia com que, durante mais de uma década, a maior parte dos aprovados viesse de Curitiba e região metropolitana. Esse quadro começou a se transformar gradativamente, graças a um processo consistente de formação musical desenvolvido pelo Conservatório Dramático Musical Maestro Paulino Martins Alves, explica o secretário municipal de Cultura, Alberto Portugal. “Nós trabalhamos para que este momento chegasse e ainda almejamos muito mais no desenvolvimento da música na cidade”, destaca o secretário.
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O diretor do Conservatório, Eziquiel Ramos, explica que a mudança de cenário foi resultado de um planejamento pedagógico consistente. Entre as ações estruturadas, uma das mais significativas foi a criação da Orquestra de Cordas, que possibilitou aos estudantes práticas coletivas desde cedo. “Quando o aluno toca em conjunto, desenvolve competências que sozinho não conseguiria. Essa vivência acelera a aprendizagem, amplia a escuta e oferece a experiência real do fazer musical. Isso nos permitiu formar músicos mais completos e preparados”, destaca Ramos.
Sobre a Orquestra
A OSPG, mantida pela Prefeitura de Ponta Grossa, através da Secretaria Municipal de Cultura, foi fundada em 1954, se constituindo em uma das mais antigas do Brasil. Com mais de 70 anos de história, se consolidou como referência musical no Paraná e no Brasil. Sua formação atual reúne 59 músicos, organizados nas quatro grandes famílias que compõem uma orquestra sinfônica: cordas friccionadas, madeiras, metais e percussão. Essa diversidade de instrumentos permite a execução de obras de diferentes períodos da história da música, da renascentista e barroca até a contemporânea. Destacam-se sinfonias, aberturas de óperas, concertos e sonatas, escritas originalmente para orquestra. Já no repertório popular, são criados arranjos especialmente adaptados, uma vez que esse tipo de música não foi originalmente composto para grandes formações orquestrais. (Das Assessorias)
