
O Operário Ferroviário protocolou oficialmente na manhã desta quarta-feira (22) o projeto de ampliação do Estádio Germano Krüger junto ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Ponta Grossa (Iplan). A entrega da documentação foi divulgada durante evento que reuniu a prefeita Elizabeth Schmidt, o presidente do grupo gestor do clube, Álvaro Góes, dirigentes do Fantasma e representantes do governo municipal.
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Projeto em fases
O projeto prevê uma transformação gradual do estádio, com as obras sendo executadas em fases. A primeira etapa tem como objetivo ampliar a capacidade para 12,5 mil torcedores, número exigido para que o clube possa mandar partidas em casa caso conquiste o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Ao final de todas as fases, a capacidade deverá chegar a 20 mil pessoas.
Além do aumento de público, o chamado Novo Germano Krüger prevê a instalação de um restaurante panorâmico, ampliação da cobertura das arquibancadas, criação de espaços comerciais integrados ao complexo e estrutura apta para receber shows e outros eventos.
Trâmite e análise de projeto
Segundo o presidente do Iplan, Rafael Mansani, o projeto protocolado passará agora pelas etapas de análise técnica previstas na legislação municipal. “Primeiro, todos os projetos passam pela análise das leis de zoneamento e dos índices urbanísticos para verificar se contemplam os parâmetros previstos para aquela região. Depois, há o Estudo de Impacto de Vizinhança, que é fundamental para entendermos os reflexos que esse novo empreendimento terá na cidade”, explicou.
Mansani ressaltou que a ampliação do estádio exigirá atenção especial aos impactos viários e de mobilidade urbana. Segundo ele, atualmente já é necessário interditar ruas próximas ao Germano Krüger em dias de jogos, cenário que pode se intensificar com o aumento da capacidade.
“Hoje já vemos que, em dias de partidas, é preciso fechar três ou quatro ruas para organizar a circulação. Com um público maior, esse impacto também será ampliado e precisamos prever soluções para manter tudo organizado durante os eventos”, afirmou.
De acordo com o presidente do Iplan, após a conclusão das análises urbanísticas e do Estudo de Impacto de Vizinhança, o projeto ainda passará por tramitações em outras secretarias, como as de Meio Ambiente e Infraestrutura. Somente depois dessas etapas poderá ser emitido o alvará de construção.
A estimativa apresentada por Mansani é de que todo o processo de análise leve cerca de 90 dias. “Só o Estudo de Impacto de Vizinhança demanda aproximadamente 60 dias. Depois há a tramitação junto às demais secretarias até que a Prefeitura tenha condições de emitir o alvará de construção”, disse. A prefeita, no entanto, pediu que o Iplan seja ágil nos desembaraços.
“Hoje, essa história ganha um novo capítulo com a apresentação oficial do projeto do novo estádio do Fantasma. Um sonho que começa a sair do papel e que representa muito mais do que concreto e arquibancadas: representa o orgulho de uma cidade inteira”, afirma Elizabeth.
Experiência em construção
Ele também observou que representantes da empresa responsável pelo projeto, a DMM Engenharia, já mantiveram reuniões prévias com técnicos do setor de Urbanismo para adequar a proposta às exigências legais do município. “Entendemos que o projeto já deva estar muito próximo daquilo que as leis municipais exigem atualmente”, comentou.
Durante o evento, Álvaro Góes destacou que a aprovação do projeto é um passo importante para viabilizar as próximas etapas de captação de recursos. Segundo ele, a intenção é analisar mecanismos como a comercialização de cadeiras cativas para ajudar no financiamento da obra, algo que depende da aprovação do projeto pela Prefeitura.
Conforme foi esclarecido pelo Iplan, a análise será feita sobre o projeto completo, contemplando todas as fases previstas para a modernização do estádio. Dessa forma, uma vez aprovado, o empreendimento ficará regularizado em sua totalidade, independentemente do cronograma de execução de cada etapa.
O projeto apresentado prevê aproximadamente 27 mil metros quadrados de área construída e é tratado pelos dirigentes do Operário como um marco para a modernização da infraestrutura esportiva de Ponta Grossa. A expectativa do clube é que a nova arena coloque o Fantasma em condições estruturais compatíveis com equipes da elite do futebol brasileiro.
Construção coletiva
Com o processo do alvará aprovado, o Operário iniciará a comercialização das cadeiras do novo Tobogã e intensificará a campanha de crescimento do programa Sócio Operário. Para que a primeira fase das obras seja iniciada, duas metas precisam ser alcançadas:
• 3.500 cadeiras comercializadas antecipadamente no novo Tobogã;
• 8 mil sócios-torcedores ativos.
O novo Germano Krüger será um patrimônio para as próximas gerações de operarianos e para toda Ponta Grossa. Cada nova cadeira adquirida e cada novo sócio aproximam o Operário de um estádio mais moderno, mais confortável e preparado para escrever novos capítulos da história alvinegra. O futuro do Fantasma será construído junto com a sua torcida.
