Mansão Vila Hilda deve se tornar novo museu de Ponta Grossa


Por dmais

O acervo da Casa da Memória, composto por documentos, fotos e objetos que contam boa parte da história de Ponta Grossa, deve ser transferido para a Mansão Vila Hilda, no Centro da cidade. A informação foi divulgada pela prefeitura nesta semana.

Segundo o Município, o imóvel foi construída em 1926 por Alberto Thielen, industrial, comerciante e figura de destaque na história de Ponta Grossa. O nome da mansão homenageia a sua esposa Hilda Thielen. O casarão possui dois pavimentos que abrigavam a família e os serviçais da casa. O interior da mansão possui pinturas que retratam, paisagens e motivos europeus, além de algumas paisagens locais. No topo, um campanário permitia que Alberto visse, todas as manhãs, se as chaminés da cervejaria Adriática, da qual era proprietário, emitiam a fumaça que caracterizava o pleno funcionamento da fábrica.

Mais tarde, por muitos anos foi sede da Biblioteca Pública de Ponta Grossa, e depois foi utilizado pelas fundações de Cultura e de Turismo. O casarão de 600 metros quadrados, com influência da arquitetura francesa neoclássica e art-nouveau foi tombado como Patrimônio Cultural do Paraná em 1990.

 

Acervo

Segundo a prefeitura, a proposta é reestruturar o imóvel quase centenário, que será transformado em museu e arquivo documental. A direção da Casa da Memória informou que cerca de 45 mil negativos do Fundo Foto Bianchi, em suporte de vidro, além de aproximadamente 20 mil fotos, 3 mil discos de vinil e mais de mil livros devem ser transportados ao imóvel, junto com documentos do poder público arquivos desde 1862. São plantas arquitetônicas, alvarás, leis, códigos de posturas. Itens que se somam a peças e objetos de valor cultural e memorial. Também há a intenção de manter na mansão o acervo criado por Aristides Spósito no antigo Museu Época. Já a Estação Paraná, no Parque Ambiental, que sediou a Casa da Memória até o ano passado, deve ser utilizada como sede da 1ª Cia da PM.

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