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Mais vereadores: só um dos cinco parlamentares que assinaram projeto votou a favor

Foto: Ilustrativa / José Aldinan

Sob galeria cheia de manifestantes, a Câmara de Vereadores de Ponta Grossa rejeitou, na tarde desta segunda-feira (1), o projeto que propunha aumentar de 19 para 23 o número de parlamentares a partir de 2025. Antes da votação, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal (LOM) 04/2023 foi amplamente debatido entre os vereadores, que ouviram vaias e aplausos da plateia. A votação terminou com 16 votos contrários e três favoráveis ao aumento de cadeiras.

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A emenda, protocolada em julho de 2023, foi assinada por sete parlamentares: Izaías Salustiano (PL), Jairton da Farmácia (UB), Léo Farmacêutico (PSD), Josi Kieras do Mandato Coletivo (PT) e Missionária Adriana (PL) – além de conter as assinaturas dos então vereadores Professor Careca (PSB) e Sargento Guiarone (PRTB).

Mas de todos os signatários só Josi do Coletivo votou a favor. Salustiano, Jairton, Léo Farmacêutico e Adriana votaram contrários à própria matéria que ajudaram a elaborar; Careca e Guiarone eram suplentes na época em que a emenda foi apresentada e, agora, não são mais parlamentares. Salustiano ainda pediu para ter ser nome retirado como autor da proposta.

Além de Josi também votaram a favor do aumento de vereadores Ede Pimentel (PSB) e Celso Cieslak (PRTB).

Com a decisão da maioria, a emenda foi arquivada.

Mais representatividade ou economia?

Josi Kieras defendeu que o aumento de cadeiras significa também mais representatividade dos ponta-grossenses no Legislativo. “Ser contra a política, não vai nos levar a nada. É dentro da política que vamos trazer melhorias. É antipolítica o que estão pregando aqui”, falou a respeito das críticas feitas à emenda à LOM. “Não é ‘varrendo’ os vereadores da Câmara que vamos resolver os problemas. A economia dos recursos públicos depende de uma boa administração da Casa”, afirmou a petista.

Entre os que votaram contrários à emenda, Daniel Milla (PSD) lembrou que já foi presidente da Casa entre 2019 e 2022, na época em que havia 23 parlamentares. “Discordo que quantidade é qualidade. Fui presidente e tinha vereadores perdidos, não sabiam nem o que estava sendo debatido”, recordou. “O que eu não quero é que esse projeto seja mais para ‘segurar’ o número de cadeiras para uma reeleição. Para eu me manter aqui, depende do meu trabalho”, completou.

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