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Justiça ouve testemunhas do feminicídio da professora Luciane

Réu responde por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio. Defesa quer provar que Marcelo Ávila é inimputável

Professora atuava em escola do bairro Órfãs. Foto: Arquivo Pessoal

A primeira audiência do caso que envolve a morte da professora Luciane Ávila – morta pelo próprio marido, Marcelo Ávila – foi realizada nesta semana no Fórum de Ponta Grossa. A justiça ouviu as primeiras testemunhas do crime ocorrido em dezembro do ano passado.

O início da ação penal acontece com a audiência de instrução e julgamento. Nesta sessão, oito testemunhas arroladas pelo promotor de justiça foram ouvidas. No dia 30 de setembro estarão presentes as duas testemunhas de defesa. Somente após estes depoimentos é que o réu Marcelo Ávila será interrogado.

O homem está preso desde o dia do crime: 4 de dezembro. Naquela data, Marcelo se armou com uma faca e surpreendeu Luciane na frente da escola em que ela trabalhava, no bairro Órfãs. A professora de 42 anos estava com um dos filhos do casal, de apenas oito anos, ao lado. Marcelo esfaqueou a esposa, feriu um homem que tentou ajudar a mulher e fugiu. Poucas horas depois ele foi encontrado na PR-151, em Carambeí – cidade vizinha de Ponta Grossa. Já Luciane morreu no local. No dia anterior ao crime, ela havia solicitado medida protetiva contra o marido. O casal estava em processo de divórcio.

O réu está enquadrado em homicídio triplamente qualificado por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio. Além disso, ele responde pela tentativa de homicídio do homem que tentou salvar Luciane. Outro agravante é a presença do filho de apenas oito anos na cena do crime. “Acredito que ele possa pegar uma pena superior a 20 anos de prisão”, opina o assistente de acusação e advogado da família de Luciane, Ângelo Pilatti.

Em contrapartida, a defesa tenta provar que o réu é inimputável. “No momento estamos tentando provar a inimputabilidade, considerando que Marcelo sofre de um quadro grave de depressão. Desse modo, caso provado que Marcelo sofre de doença mental, ele deve ser transferido para o Complexo Médico Penal para tratamento psiquiátrico”, pontua o advogado de defesa, Gustavo Madureira.

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