
Dando sequência à série especial que o portal DCmais e jornal Diário dos Campos está realizando sobre o porto seco, a reportagem de hoje mostra como o crescimento da indústria ponta-grossense é um forte argumento para a instalação de uma aduana na cidade.
O setor industrial é um dos principais geradores de riqueza para o município. Em três anos, o segmento registrou crescimento de 110%, segundo dados do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Ponta Grossa (CDEPG) e Núcleo das Indústrias de Ponta Grossa (NDI).
Em 2020, o Valor Adicionado Fiscal (VAF) Industrial foi de R$ 6,0 bilhões. No ano seguinte passou para R$ 7,1 bilhões; em 2022, saltou para R$ 9,1 bilhões e, no ano passado, atingiu a cifra de R$ 12,7 bilhões. Com isso, a participação do setor industrial na riqueza da cidade pulou de 54,11% em 2020 para 63,29% em 2023.
Principais segmentos
A fabricação de cervejas e chopes gera a maior fatia desse montante de R$ 12,7 bilhões registrado em 2023. Ano passado, foram R$ 4,6 bilhões gerados
A fabricação de embalagens de papel aparece na sequência, com 15,9% de participação e R$ 2,0 bilhões. Em terceiro lugar no ranking de geração de VAF Industrial está o setor de fabricação de caminhões e ônibus (R$ 1,3 bilhão – 10,4%).
Instalações
Mas, além destes, Ponta Grossa tem uma diversidade de indústrias dos mais variados tipos e se prepara para receber outras, também com potencial de atuar no comércio exterior. Segundo o NDI e CDEPG, já estão em processo de instalação a Cristal Pet, Mars, Cargo Polo, Nissin e Owens-Illinois.
Grande parte das indústrias instaladas e também as que estão chegando atuam no comércio exterior, ou seja, seria beneficiada com um porto seco.
