03 de junho de 2026

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IBGE aponta desafios da mobilidade urbana em Ponta Grossa


Por Edilene Santos Publicado 16/05/2025 às 11h21 Atualizado 25/02/2026 às 18h26
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Foto: José Aldinan / DC

Novos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram os desafios da mobilidade urbana em Ponta Grossa. Um levantamento divulgado recentemente, com base no Censo realizado em 2022, mostra dados sobre calçadas, rampa para cadeirantes e faixas para bicicletas.

Ciclistas e mobilidade urbana

Em 2022, conforme a pesquisa Entorno de Domicílios – que integra o último Censo do IBGE –, apenas 1,03% dos moradores da área urbana de Ponta Grossa viviam em ruas com sinalização para ciclistas.

O Diário dos Campos comparou os dados sobre vias sinalizadas para bicicletas de Ponta Grossa com alguns dos municípios de maior população no Paraná. Em Cascavel*, que tem número de habitantes parecido com o de PG, 0,37% das pessoas moravam em ruas com sinalização para bicicletas. Já em Curitiba, eram 4,66%; em Londrina, 4,21% e em Maringá, 2,53%.

Calçadas

Outro aspecto levantado pelos recenseadores durante a pesquisa foi a existência de calçadas/passeios e as condições delas na questão dos obstáculos.

De acordo com o IBGE, 18,66% dos ponta-grossenses moravam em ruas sem calçadas em 2022. É o menor percentual, na comparação com Curitiba, Londrina e Maringá.

Na capital, segundo o levantamento, 95,38% dos moradores tinham calçadas em frente de casa; em Maringá, o número foi ainda maior: 99,16%. E 97,37% dos londrinenses moravam em vias com espaço para pedestres.

Av. Dom Geraldo Pellanda: rampa de acesso, mas postes no caminho – Foto: José Aldinan / DC

Obstáculos

Em Ponta Grossa, o IBGE também mostrou que 57,87% das pessoas moravam em ruas onde as calçadas tinham algum tipo de obstáculo. Nesse quesito, a situação pode ser considerada parecida com as demais cidades do comparativo. Maringá, por exemplo tem índice de 51,02%; Cascavel, de 63,5%.

Rampas para cadeirantes

A pesquisa do IBGE indicou também que 20,71% das pessoas que moravam em ruas com calçadas também contam com rampas para cadeirantes. Percentual bem aquém quando comparado às outras cidades. Em Maringá, o percentual de calçadas com rampas chegava, três anos atrás, a 77,82%. Em Londrina, a 44,39% e na capital, 42,93%.

Adequações

O Diário dos Campos entrou em contato com a Prefeitura para comentar os dados do IBGE, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição. O que é possível afirmar, por meio do levantamente de recentes reportagens publicadas pelo DC, é que a Prefeitura instalou ciclovias ou ciclofaixas em obras executadas nos últimos anos. A revitalização de avenidas como Dom Geraldo Pellanda, General Carlos Cavalcanti e Monteiro Lobato também incluíram trechos com ciclofaixa (embora com diferentes padrões de execução), algumas das quais receberam pintura nova nos últimos dois anos. Também foi criada ciclovia no Parque Linear (Oficinas).

Um projeto já anunciado e constante no Plano de Metas também considera a criação de ciclovia entre Parque de Olarias e o Parque Linear. Todas as novas obras de pavimentação licitadas também já incluem nos projetos a instalação de passeios com acessibilidade para cadeirantes, sendo que o maior desafio é a adequação de calçadas antigas.

Como foi feita a pesquisa

As informações sobre mobilidade fazem parte do Censo Demográfico 2022: Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, focado nas áreas urbanas, onde vivem 85% da população brasileira. Em Ponta Grossa, os resultados apresentados nesta reportagem foram coletados nos locais onde moram 205.835 pessoas.

*Nem todos os temas abordados nesta reportagem foram comparados com Cascavel porque, segundo o IBGE, os dados neste município foram prejudicados pela não declaração em 35,07% das ruas visitadas.

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