
O Instituto Água e Terra (IAT) autorizou o início dos estudos detalhados de fauna silvestre necessários para as obras de duplicação da rodovia PR-151, um importante acesso a Ponta Grossa. A autorização ambiental, publicada nesta semana, permite a uma equipe técnica multidisciplinar realizar o levantamento de fauna terrestre, aquática e de fauna atropelada na área de influência do empreendimento.
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O trecho em questão compreende a duplicação da PR-151 (que integra o sistema da PR-151) entre a PRC-373 e a Avenida Charles Louis Jean Renaud. O objetivo principal dos estudos é identificar a composição de espécies e analisar a dinâmica das comunidades de animais, fornecendo dados essenciais para o acompanhamento ambiental durante e após a execução da obra.
A equipe técnica, coordenada pelo engenheiro ambiental David Dalpiva Junior, é composta por biólogos e um médico-veterinário, que serão responsáveis por diferentes grupos de animais:
- Mastofauna (mamíferos) e Avifauna (aves): Ana Cleuza de Souza Pelanda
- Herpetofauna (répteis e anfíbios) e Ictiofauna (peixes): Paulo Augusto Barbosa
- Atendimento veterinário: Enthony Pucci Ceregatti
Metodologia Abrangente e Condicionantes Rigorosas
A autorização, que está em conformidade com a legislação ambiental federal e estadual, estabelece um rigoroso protocolo de trabalho com 48 condicionantes. Os métodos de amostragem são específicos para cada grupo animal, incluindo:
- Armadilhas fotográficas e redes de neblina para mamíferos.
- Pontos de escuta e transectos para aves.
- Busca ativa para répteis e anfíbios.
- Redes de espera, covos e tarrafas para peixes.
Um dos aspectos mais relevantes do estudo será o levantamento de fauna atropelada, que deverá ser realizado em, no mínimo, duas campanhas trimestrais. A metodologia inclui busca ativa por carcaças em velocidade controlada e a realização de trechos a pé para garantir a precisão dos dados. Os resultados devem ser apresentados como taxa de atropelamento (indivíduo/km/dia) e incluir análises estatísticas para identificar “hotspots” – pontos críticos de atropelamento.
Da Análise à Ação
Os estudos vão além do simples levantamento. O relatório final deverá conter:
- Índices de biodiversidade (riqueza, abundância, diversidade).
- Avaliação de espécies ameaçadas de extinção.
- Análise crítica dos impactos do empreendimento e da viabilidade das populações de fauna.
- Proposição de medidas mitigadoras, caso sejam identificadas necessidades.