
O Instituto Água e Terra (IAT) confirmou o risco de contaminação do Rio Tibagi, após o acidente entre dois caminhões na BR-376, no início da tarde desta terça-feira (3). Um dos caminhões derramou um líquido amarelo sobre a pista da rodovia, identificado pela PRF como óleo vegetal. O IAT informou ao Diário dos Campos que a substância lisogoma é considerada perigosa e tóxica para o meio ambiente, quando não ocorre o descarte correto.
O que pode acontecer?
O Instituto detalhou que a lisogoma é classificada, muitas vezes, como um Resíduo Perigoso, por causar danos severos e imediatos em caso de vazamento em rios ou solo. Segundo o IAT, quando ela entra em contato com um corpo d’água, sua decomposição consome todo o oxigênio da água, causando a morte de peixes e outros organismos aquáticos. Além disso, a substância pode destruir a biodiversidade local, pois impede a entrada de luz e trocas gasosas na água.
Apesar de a lisogoma não ser um veneno químico sintético, a exemplo de pesticidas, o IAT explicou ainda que a substância concentra elementos como Fósforo, Cálcio, Magnésio, além de Metais e Pigmentos, que são poluentes quando concentrados em excesso.
Situação do local
O IAT informou ainda que, nesta quarta (4), sairá um relatório mais aprofundado sobre a situação do local do acidente em Ponta Grossa. O Instituto confirmou que a substância atingiu o rio.
Veja o que diz o chefe regional do IAT em Ponta Grossa, Matheus Lopes Demito:
O acidente
Os caminhões colidiram na altura do Km 509 da BR-376, em Ponta Grossa. Ambos os sentidos da rodovia foram bloqueados, formando filas de quatro quilômetros de congestionamentos.
Uma vítima ficou ferida, com fratura na perna.
Conforme a atualização mais recente da Polícia Rodoviária Federal, o sentido Curitiba da rodovia permanece com uma faixa fechada. Já no sentido Ponta Grossa, ambas as faixas foram bloqueadas, para o destombamento e retirada do veículo. A última atualização foi divulgada perto das 17h.
