03 de junho de 2026

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Hospital Bom Jesus para de receber pacientes cardiológicos do SUS


Por Millena Sartori Publicado 04/05/2023 às 16h30 Atualizado 20/02/2026 às 16h40
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Foto do Hospital do Coração Bom Jesus
Foto: Arquivo DC

O Hospital do Coração Bom Jesus anunciou que, a partir desta quinta-feira (4), não vai mais receber pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que necessitam do serviço de cardiologia clínica e cirúrgica.

“Não existe condições de tratamento devido ao desabastecimento de materiais, medicamentos e OPME (órteses, próteses e materiais especiais)”, justifica a instituição em ofício enviado à Prefeitura Municipal, Governo do Estado, conselhos de medicina, Ministério Público e imprensa.

No documento, o hospital ainda cita que possui mais de R$ 4,75 milhões a receber da Secretaria Estadual da Saúde (SESA) e descreve para que será utilizado o dinheiro:

No documento, o Hospital Bom Jesus também cita que em abril realizou duas reuniões com a SESA, apresentando as dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital.

Ofício

Confira, abaixo o documento completo com o informe do hospital:

A reportagem do DCmais entrou em contato com a SESA solicitando uma nota de retorno para esta situação. Confira abaixo a resposta:

NOTA À IMPRENSA

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa, informa que possui contrato vigente com o Hospital do Coração Bom Jesus de Ponta Grossa e que todos os pagamentos relacionados ao contrato de prestação de serviços foram realizados.

Há ainda, alguns repasses relacionados a incentivos financeiros, que estão em processo de pagamento. Esse processo inclui diversos protocolos que precisam ser cumpridos, desde a documentação ou encaminhamento por parte de outros órgãos, como o Ministério da Saúde. Estes incentivos são recursos adicionais disponibilizados pelo governo Estadual e federal, e não devem, em nenhuma hipótese, impactar ou inviabilizar o atendimento ofertado pela unidade.

A contratualização entre a Sesa e o hospital prevê que qualquer interrupção de serviços deve ser comunicada ao Estado com pelo menos 60 dias de antecedência – o que não ocorreu neste caso da cardiologia.

A equipe de auditoria e direção da 3ª Regional já estão realizando uma verificação in loco das questões apontadas pelo hospital. A secretaria se mantém à disposição do hospital, para apoiar e dialogar sobre quaisquer problemas que possam prejudicar o atendimento ofertado à população.

A Sesa ressalta que nenhum paciente está desassistido e que as demandas continuam sendo reguladas pela Central de Leitos Estadual, que poderá, se necessário, encaminhar os pacientes para outra unidade da Região.

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