Homem morto em aeroclube era engenheiro e tinha 27 anos


Por Vitor Carvalho
Gustavo Henrique Lara, engenheiro

Foto: reprodução/redes sociais

Gustavo Henrique Lara, engenheiro
Foto: reprodução/redes sociais

Uma morte ocorrida na noite de quinta-feira (16) após o tradicional “banho de óleo”, ritual realizado após a conclusão de uma etapa na formação aeronáutica, está sob investigação policial. Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, era engenheiro elétrico e perseguiu por seis anos o sonho de se tornar piloto em Ponta Grossa. 

As informações sobre a morte do jovem estão sendo investigadas pela Polícia Civil do Paraná, que abriu um inquérito para apurar o caso. Na madrugada desta sexta-feira (17), um homem apontado como o responsável pela aplicação da substância foi preso em flagrante preventivamente. 

Nas redes sociais, familiares e amigos publicaram mensagens emocionantes sobre a perda precoce de Guilherme.

“Nosso menino, sonhamos tanto com esse dia, 6 anos em busca desse sonho. Você conseguiu realizar seu sonho Gu, vai em paz agora o céu é todinho seu, te amarei pra sempre meu filho do coração”, disse Silvia Carneiro.

Relembre o caso

De acordo com as informações fornecidas pela Polícia Civil ao Diário dos Campos, a atividade ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, em uma escola de aviação em Ponta Grossa. Após a aplicação do produto, o homem apresentou grave comprometimento de saúde, recebeu atendimento do Samu e foi encaminhado ao hospital. Apesar das manobras de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e médica, ele morreu.

O suspeito apontado como responsável pelo chamado “banho de óleo” foi identificado, conduzido à unidade policial e admitiu ter realizado a aplicação da substância durante o ritual.

Investigação e tipificação do crime

Diante dos elementos apresentados, a prisão foi ratificada pela prática, em tese, do crime de homicídio culposo, previsto no artigo 121, § 3º, do Código Penal. Até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte.

Próximos passos e fiança

Foram requisitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial, além da preservação de imagens, documentos e demais elementos relacionados ao fato. Mais testemunhas e outras pessoas presentes no evento, inclusive familiares, também serão ouvidas para o completo esclarecimento da ocorrência e a individualização das condutas.

Considerando que o homicídio culposo admite fiança arbitrada pela autoridade policial, foi fixado o valor de R$ 3.000,00, nos termos da legislação processual penal. A fiança constitui medida processual e não representa indenização, antecipação de pena ou atribuição de valor à vida.

De acordo com o órgão de segurança, “a investigação prosseguirá de forma técnica, responsável e imparcial, e as conclusões definitivas sobre a causa da morte e eventual responsabilidade penal dependerão dos laudos periciais e das demais diligências em andamento”. (com informações da PCPR)

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